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Correio da Manhã

Sociedade
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Encerrar cursos sobe desemprego

Os mais de cem cursos ‘chumbados’ pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES) vão significar um aumento do desemprego docente. O alerta é de António Vicente, presidente do Sindicato Nacional do Ensino Superior, embora reconheça que muitos dos cursos já não estavam a funcionar.
5 de Novembro de 2012 às 01:00
Universidade Lusófona lidera nos cursos ‘chumbados’
Universidade Lusófona lidera nos cursos ‘chumbados’ FOTO: Arquivo CM

"Esta situação poderá implicar a redução do corpo docente e mais desemprego entre os professores", afirmou António Vicente, considerando preocupante toda esta situação, que pode ser menor, pois a maioria já não funcionava.

Este é, aliás, o argumento do grupo Cofac, da Universidade Lusófona e Instituto Superior Manuel Teixeira Gomes. Em comunicado, o grupo esclareceu que 16 dos 22 cursos não acreditados pela A3ES "não estavam em funcionamento ou nunca chegaram a funcionar". Os restantes seis "já foram submetidos como novos ciclos de estudo".

O fim de 101 cursos, entre licenciaturas, mestrados e doutoramentos do ensino superior público e privado, não pode ser encarado com uma solução para os cortes orçamentais, defende João Gabriel Silva, reitor da Universidade de Coimbra. "Está fora de causa, até porque não iria resolver o problema dos cortes", afirmou o reitor, que pretende "esgotar as possibilidade de chamar a atenção do Governo para o que se está a passar nas universidades".

A concretizarem-se os cortes orçamentais no Ensino Superior, previstos no Orçamento do Estado de 2013, João Gabriel Silva prevê que "as universidades portuguesas fiquem abaixo da linha de água".

O Conselho Superior dos Reitores das Universidades Portuguesas regressa esta semana ao Parlamento, para apresentar aos deputados argumentos que visam diminuir os efeitos dos cortes orçamentais.

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