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Correio da Manhã

Sociedade
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Enchente no último dia do Senhor de Matosinhos

As Festas do Senhor de Matosinhos chegaram ontem ao fim com uma enchente de público, mas ainda assim longe da que costuma haver nos outros anos. Os visitantes aproveitaram o dia de sol para passear e pouco para comprar. No entanto, os comerciantes acreditam que participar no evento ainda compensa.

4 de Junho de 2012 às 01:00
Senhor de Matosinhos alia a religião à animação. Os visitantes tanto entram na igreja como estão a assistir a actividades na rua
Senhor de Matosinhos alia a religião à animação. Os visitantes tanto entram na igreja como estão a assistir a actividades na rua FOTO: Maria João Marques

A edição deste ano, que começou a 11 de Maio, teve poucos picos de afluência. "Hoje [ontem], no sábado passado e num ou outro dia é que houve mais gente. Nos outros anos havia muita gente às sextas-feiras, sábados e domingos. Ontem [anteontem] não havia quase uma pessoa", disse Nelson Oliveira, artesão de Barcelos (ver caixa em baixo).

Apesar da diminuição de visitantes, há comerciantes que fazem um balanço positivo. "A média de dia, quer na parte das compras quer relativamente aos curiosos, tem sido como o ano passado, o que foi bom. Compensa sempre", explicou Eugénio Silva, representante da barraca da Região Autónoma da Madeira. E qual é a explicação? "Marketing. A poncha é uma atracção muito grande, principalmente pelo copo de vidro que depois oferecemos a quem paga. Vêm cá muitas pessoas que tinham ido à Madeira ou mesmo madeirenses para recordar os cheiros", defendeu.

António Dias, cuteleiro de Guimarães, vende há muitos anos nestas festas. Reconhece que os visitantes "reclamam dos preços por falta de dinheiro", mas não deixam de comprar. "É só porque precisam, pois vêm passear e vêem isto à mão. Tem corrido dentro da normalidade", rematou.

TRABALHAR POR ENCOMENDA

Nelson Oliveira é de Barcelos. "Mas não sou o jogador de futebol", diz a brincar. Artesão de profissão, já está nas Festas do Senhor de Matosinhos há quatro anos consecutivos, por isso sabe bem o que esperar deste evento. "Esta feira é onde trabalho mais por encomendas, porque normalmente pedem para personalizar as louças e a maior parte das peças que faço é para entregar no Natal", conta.

Da edição deste ano, Nelson Oliveira diz que "foi das mais fracotas". "Há muita gente, mas é mais para passear. E mesmo assim devem ter passado por cá metade das visitas do ano passado. Este ano, houve mais dias de chuva", justifica. No entanto, o negócio na feira compensa sempre. "Este ano tenho dado bastantes contactos. Normalmente são particulares que pedem informações", explica.

SENHOR DE MATOSINHOS FESTA COMERCIANTES
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