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Correio da Manhã

Sociedade
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Ensino superior em risco de perder 4.000 docentes

Sindicato diz que há "um elevado número de professores" que vai reformar-se até 2020.
23 de Abril de 2015 às 16:41
Presidente do SNESup António Vicente
Presidente do SNESup António Vicente FOTO: Jorge Paula

O ensino superior arrisca perder 4.000 docentes nos próximos anos, devido às "severas restrições" orçamentais que têm impedido a contratação, denunciou esta quinta-feira o sindicato independente do setor, SNESup.

De acordo com o sindicato, há "um elevado número de professores" que vai reformar-se até 2020 e os impedimentos à contratação comprometem a preparação de profissionais e a qualidade do ensino.

"Segundo dados da Direção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência (DGEEC), dos cerca de 25.000 mil docentes do ensino superior público em 2013, mais de 2.000 tinham 60 ou mais anos, e mais de 7.000 docentes tinham entre 50 e 59 anos", afirma o sindicato em comunicado.

O sindicato salienta também que há cada vez mais professores com cargas letivas que vão "além dos limites legais" e que as restrições à contratação têm estado a ser colmatadas com vínculos precários. "Algumas instituições estão já a programar cargas horárias letivas que quase duplicam o limite legal", lê-se no documento.

Em declarações à agência Lusa, o presidente do SNESup, António Vicente, afirmou que a estrutura sindical está a ultimar uma queixa à Comissão Europeia para exigir que seja aplicada também no ensino superior a vinculação de docentes com vários anos de serviço que o Ministério da Educação tem estado a adotar no básico e secundário, na sequência de uma intimação de Bruxelas.

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