Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade

"Erro humano" no caso de mulher que morreu em câmara de radiação

O Hospital de Braga assumiu esta sexta-feira "erro humano" na programação do equipamento utilizado no tratamento de fototerapia de uma mulher de 61 anos, que acabou por morrer poucos dias após o tratamento.
26 de Outubro de 2012 às 18:01
Hospital de Braga
Hospital de Braga FOTO: Maria João Marques

"As conclusões do processo de averiguações apontam para a ocorrência de um erro humano na programação do equipamento utilizado no tratamento de fototerapia", refere um comunicado enviado à agência Lusa.

No mesmo comunicado, o hospital acrescenta que, "atendendo à gravidade do sucedido", a comissão executiva desencadeou "de imediato" um processo de identificação de medidas suplementares que possam obstar a ocorrência de novos erros.

Diz ainda que a Comissão Executiva transmitiu às autoridades competentes as conclusões do processo de averiguações que abriu, "tendo tomado todas as diligências necessárias, nomeadamente no âmbito disciplinar".

O hospital "lamenta profundamente" a morte da utente e manifesta "total disponibilidade" para apoiar a família.

Rosa Cunha, de 61 anos, morreu este mês depois de ter sido submetida a um excesso de radiações no Hospital de Braga, onde há sete anos fazia fototerapia para tratar um problema de pele.

Na semana passada, após mais uma sessão de tratamento, a doente começou a queixar-se que se sentia muito quente, apresentando o corpo coberto de bolhas.

Regressou ao Hospital de Braga e foi imediatamente transferida para a Unidade de Queimados do Hospital de S. João, no Porto, onde acabaria por morrer.

Segundo fonte da família, a doente terá sido submetida a radiações durante 20 minutos, quando o tempo correcto seria de apenas cinco.

A Inspecção-Geral das Actividades em Saúde também já abriu um processo para apurar responsabilidades e definir eventuais medidas para evitar que no futuro venha a ocorrer um caso do género.

"É, obviamente, uma situação que não se pode repetir", referiu fonte do Ministério da Saúde.

De acordo com o que se vier a apurar, poderá ser instaurado um processo de natureza disciplinar ou então ser feita uma participação ao Ministério Público.

braga hospital óbito fototerapia radiação
Ver comentários