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Correio da Manhã

Sociedade

Erros de medicação causam 7 mil mortos

A administração errada de medicamentos aos doentes hospitalizados é responsável pela morte anual de 7 mil portugueses. O bastonário da Ordem dos Médicos, Pedro Nunes, já desvalorizou os números.
26 de Outubro de 2008 às 11:35
Os erros de medicação não têm fim à vista
Os erros de medicação não têm fim à vista FOTO: d.r.

Aida Baptista, da Associação Portuguesa dos Farmacêuticos Hospitalares (APAH), reconhece os erros de medicação e afirma que vão sempre existir. “Não se trata de um erro humano, mas sim do sistema”, disse, lamentando que muitos dos erros sejam escondidos por medo dos profissionais serem acusados.

O erro pode acontecer nas mais variadas ocasiões, desde o médico que prescreve o medicamento, e a letra é ilegível ou há confusão na dose, à farmácia que distribuiu, confundido as embalagens, até ao enfermeiro, que pode enganar-se no medicamento.

Os erros não acontecem só em Portugal. Dados dos EUA revelam, por exemplo, que entre 44 mil a 98 mil pacientes hospitalizados morrem anualmente devido a erros de medicação.

Para Aida Baptista, a solução passa por um sistema centralizado que una todos os hospitais e que seja igual para todos as instituições.

Pedro Nunes desvalorizou estes números, não confirmando a sua dimensão, por considerar que "em Portugal não existe um registo fiável das causas de morte". O bastonário da Ordem dos Médicos lembra que são feitos milhões de actos médicos em Portugal por dia e, por isso, "é natural que se cometam alguns erros". 

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