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Correio da Manhã

Sociedade
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Escalas em risco sem rebocador

Portimão recebe hoje em simultâneo três navios de cruzeiro, com mais de três mil turistas. Mas um dos navios terá de fundear ao largo da Praia da Rocha, devido à falta de condições do porto. A escala dos paquetes chegou mesmo a estar em risco, por falta de um rebocador.
5 de Maio de 2013 às 01:00

"Só na quinta--feira à noite, por volta das 20h00, é que tivemos a garantia que era possível fazer entrar os navios no porto porque já estava garantido um rebocador", explica Manuel da Luz, presidente da câmara. O autarca alerta, no entanto, para o fato de "não existir ainda a garantia de rebocador para os próximos navios, que estão previstos para o resto do ano, a partir deste mês".

Devido à inexistência de uma embarcação deste tipo no Algarve, cada vez que há escalas de navios de cruzeiro em Portimão tem de vir um rebocador de Sines. Demora oito a dez horas de viagem e custa ao Estado cerca de seis mil euros.

"É incrível uma região como o Algarve não ter um rebocador em condições para um navio de grande calado", considera Manuel da Luz, frisando que, além da falta que faz para o porto de cruzeiros de Portimão, o rebocador seria útil para "operações de socorro e segurança marítima". O autarca salienta mesmo que "não é preciso que fique sediado em Portimão".

Por outro lado, este ano, já foram canceladas duas escalas pelas limitações do porto (ver caixa). "É um prejuízo muito grande, dado que não sabemos se os armadores estarão dispostos a voltar perante as condições negativas", diz Manuel da Luz, referindo recear que, sem investimentos, "o porto de Portimão fique para trás". O autarca considera que, apesar da crise, "o Governo tem de fazer alguma coisa, porque o porto de Portimão oferece um grande potencial para a economia do Algarve".

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