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Correio da Manhã

Sociedade
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Escola sem verbas para remover amianto

Apenas um pavilhão foi intervencionado. Obras no agrupamento começaram no Natal
27 de Fevereiro de 2014 às 12:03
Os pavilhões da Escola Básica e Secundária Dr. Vieira de Carvalho, cujo diretor é José Mesquita (à dir.), tinham coberturas com amianto
Os pavilhões da Escola Básica e Secundária Dr. Vieira de Carvalho, cujo diretor é José Mesquita (à dir.), tinham coberturas com amianto FOTO: CMTV

A Escola Básica e Secundária do Agrupamento Dr. Vieira de Carvalho, na Maia, foi inaugurada em 1988 e todos os cinco pavilhões e o passadiço tinham coberturas com placas de fibrocimento que contêm amianto.

Nas férias de Natal, foram iniciadas as obras de remoção das placas, mas só um dos pavilhões e mais de metade da cobertura receberam um telhado novo. Pararam por falta de verbas.

Para já, foram substituídas as placas que cobrem 1154 metros quadrados do recinto escolar. Falta restruturar 3477 metros quadrados. O agrupamento recebeu 16 830 euros para fazer as obras no passadiço e 15 215 euros para um pavilhão. "A verba veio expressamente para isto. Em outubro abri dois concursos públicos, que ficaram desertos, porque propusemos 25 euros por metro quadrado, tal como em Lisboa. Tivemos de entregar a obra a 42 euros. É por isso que não está tudo feito", explicou José Mesquita, diretor da escola.

A retirada das placas foi feita na ausência dos 830 alunos. "A zona foi isolada", adiantou Abel Félix, coordenador dos assistentes operacionais. Não são conhecidos problemas de saúde. "Esperamos por nova verba e que o Ministério intervenha para baixar os preços", diz o diretor.

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