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Correio da Manhã

Sociedade
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Escola tropeça na legislação

Há muitas escolas com problemas de adaptação à legislação." A crítica pertence a Manuela Sanches Ferreira, coordenadora do ‘Estudo de avaliação externa do ensino especial’, trabalho divulgado ontem numa sessão no Centro Cultural de Belém (CCB), Lisboa, onde esteve a ministra da Educação, Isabel Alçada.
3 de Julho de 2010 às 00:30
Isabel Alçada, ministra da Educação, e o director-geral da Saúde, Francisco George, no CCB
Isabel Alçada, ministra da Educação, e o director-geral da Saúde, Francisco George, no CCB FOTO: Sérgio Lemos

Segundo a investigação, a maioria dos alunos abrangidos pela educação especial (82%) recebe apoio pedagógico personalizado. O balanço é tido como positivo pela coordenadora apesar dos problemas que encontrou: muitos alunos não estão integrados no actual decreto-lei, há dificuldades na organização do processo e falta formação.

Crítico é também David Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Docentes de Educação Especial, para quem existem muitas crianças com dificuldades que deveriam ter apoio e não têm. Quanto à avaliação, diz que peca por ser "tardia".

Consciente dos problemas, Isabel Alçada reconhece que "não se conseguem políticas que não tenham erros".

A ministra aproveitou a deslocação ao CCB e esteve no encontro sobre o projecto ‘Ler ’, do Plano Nacional de Leitura. Numa intervenção descontraída citou Sócrates (o filósofo grego): "Os professores quanto mais dão, mais cheios ficam." Recebeu uma gargalhada geral da plateia de docentes.

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