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Correio da Manhã

Sociedade
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Escolas ainda esperam pelos 1500 auxiliares

Promessa do Governo ainda por cumprir quase um mês depois.
Bernardo Esteves 30 de Setembro de 2017 às 09:15
Mário Nogueira exige intervenção do Governo no ensino privado
Mário Nogueira exige intervenção do Governo no ensino privado FOTO: Rodrigo Antunes / Lusa
O Governo anunciou no dia 6, no início do ano letivo, um reforço de 1500 assistentes operacionais nas escolas, no âmbito da revisão da portaria de rácios, mas quase um mês depois a promessa ainda continua por cumprir.

"Não há notícia de que um único destes funcionários tenha chegado às escolas. É urgente que o Ministério da Educação (ME) autorize a contratação. Todos os dias recebo contactos de diretores, porque a falta de funcionários é o principal problema das escolas", afirmou Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas (Andaep).

Os sindicatos também pedem urgência. "Ainda não abriram concursos para os funcionários prometidos e não sabemos se serão contratados com ou sem termo", disse Artur Sequeira, da Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais. O ME garantiu ontem ao CM que "iniciou os procedimentos necessários à contratação", sem precisar quais foram.

Entretanto, a Fenprof denunciou horários ilegais no ensino privado e pediu a intervenção do ME. "O Estado, se financia, tem de impor regras e deixar de ser a vaca em cujas tetas os patrões só querem mamar", disse Mário Nogueira, frisando que colégios com contratos de associação, escolas profissionais e do ensino artístico recebem subsídios.
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