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Correio da Manhã

Sociedade
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Escolas na Póvoa de Santa Iria vão fechar rotativamente por falta de funcionários

Em causa estão baixas médicas e falta de assistentes operacionais.
Lusa 18 de Outubro de 2019 às 14:07
Sala de aula
Sala de aula FOTO: Getty Images
O diretor do agrupamento de escolas da Póvoa de Santa Iria, em Vila Franca de Xira, decidiu fechar rotativamente, a partir de segunda-feira, os oito estabelecimentos de ensino, segundo um comunicado a que a Lusa teve acesso esta sexta-feira.

A direção do agrupamento de escolas da Póvoa de Santa Iria (distrito de Lisboa) justifica o encerramento com o "número reduzido de assistentes operacionais para assegurar as necessidades mínimas de funcionamento".

"A falta de assistentes operacionais tem provocado a exaustão dos que se encontram ao serviço, pelas imensas tarefas que realizam, dia após dia, e pela instabilidade causada na constante mudança de escola, levando muitos a recorrer a atestado e baixa médica", sublinha o comunicado, assinado pelo diretor do agrupamento, Pedro Ferreira.

A direção frisa que, nas últimas semanas, os serviços "têm funcionado abaixo dos mínimos aceitáveis para a segurança dos alunos" e, por isso, deliberou o encerramento rotativo das oito escolas que compõem o agrupamento, a partir de segunda-feira e até ao dia 30 deste mês.

Segundo o esquema de encerramento, a escola básica n.º 1 será a primeira a encerrar (dia 21), seguindo-se a escola básica n.º4 (dia 22), escola básica Aristides de Sousa Mendes (dia 23), a escola básica Póvoa Norte (dia 24), o Jardim Infância Quinta da Piedade (dia 25), a escola básica das Bragadas (dia 26), a escola básica do Casal da Serra (dia 29) e escola básica e secundária D. Martinho Vaz de Castelo Branco (dia 30).

"Este esquema será interrompido caso haja um reforço dos assistentes operacionais ou se se verificar o retorno ao serviço dos assistentes que se encontram de atestado médico", ressalva a direção do agrupamento.

Por seu turno, contactada pela Lusa, fonte do Ministério da Educação referiu que o agrupamento vai ter, a partir da próxima semana, "o seu corpo de funcionários reforçado", com três funcionários a tempo indeterminado (vínculo permanente), no âmbito de "um concurso que autorizou a contratação de 1.067 assistentes operacionais, em fase de conclusão".

"Adicionalmente, as escolas podem recorrer à bolsa de contração, assim que tenham concluído o processo de contratação dos funcionários a tempo indeterminado que lhes foi atribuído. Esta bolsa permite substituir as ausências sempre que estas comprometam o rácio", conclui a nota do Ministério da Educação.

A Lusa tentou contactar a direção do agrupamento de Escolas da Póvoa de Santa Iria, mas não conseguiu obter resposta.
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