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Correio da Manhã

Sociedade
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Escolas não sabem o que fazer a manuais devolvidos por alunos

Grande parte do material tem como destino o papelão, uma vez que não podem ser reutilizáveis.
29 de Junho de 2017 às 09:48
Manuais escolares
Manuais escolares utilizados
Manuais escolares utilizados
Manuais escolares
Manuais escolares
Manuais escolares do 1º ano
Manuais escolares
Manuais escolares utilizados
Manuais escolares utilizados
Manuais escolares
Manuais escolares
Manuais escolares do 1º ano
Manuais escolares
Manuais escolares utilizados
Manuais escolares utilizados
Manuais escolares
Manuais escolares
Manuais escolares do 1º ano
Os manuais escolares que o Governo disponibilizou gratuitamente aos alunos do 1º ano que usufruem de subsidío escolar já começaram a ser devolvidos às escolas. No entanto, muitas dos diretores não sabem o que fazer a este material, uma vez que a maioria dos livros não está em condições de ser reutilizável. 

Segundo avança esta quinta-feira a imprensa nacional, cabe a cada agrupamento escolar decidir o destino ou a possível finalidade dos manuais devolvidos. A maioria vai optar pelo armazenamento enquanto outros colocam a hipótese de entregá-los, novamente, aos estudantes. No entanto, os encarregados de educação já receberam o pré-aviso de que caso não entreguem os manuais à escola, não recebem novamente livros gratuitos em setembro, no início do próximo ano letivo. 

A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) questiona a devolução dos manuais escolares e lamenta a insistência do Ministério da Educação, uma vez que dificilmente estes materiais serão reutilizados por outros estudantes. "Essa obrigatoriedade não é sequer uma vantagem em termos pedagógicos. Os livros servem de apoio para os anos seguintes e de consulta para as famílias que precisem de auxiliar os filhos nos trabalhos de casa", sublinha Jorge Ascenção, presidente da Confac, sublinhando que muitas das vezes os livros estão sublinhados e gastos pelos alunos.

Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes Escolares e diretor de um agrupamento de escolas no concelho de Cinfães, adianta à mesma publicação que já traçou o destino dos livros devolvidos, mesmo sem orientação superior.

"A escola não tem espaço para armazenar os manuais. Não vamos mandá-los para o papelão. Estamos a etiquetá-los com o nome dos alunos e vamos dá-los aos encarregados de educação", assume, convicto de que os manuais escolares construídos para o 1º ano de escolaridade não permitem uma segunda utilização. 


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