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Correio da Manhã

Sociedade
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Escolas sem dinheiro cortam nas visitas

Diretores temem que o orçamento seja aprovado só no final do ano letivo 2012/2013.
21 de Abril de 2013 às 01:00


Todas as escolas públicas dos 2º e 3º ciclos do Ensino Básico e as do Ensino Secundário estão sem orçamento desde o início do ano. A viver de duodécimos e com o despacho do ministro das Finanças a congelar novas despesas, os diretores estão a cortar em visitas de estudo e outras atividades extraordinárias dos alunos, garantindo apenas o pagamento de salários. As perspetivas de resolução do problema são as piores, até porque o Orçamento Retificativo só deverá ser entregue pelo Governo na Assembleia da República em meados de maio. O ano letivo 2012/2013 termina em junho.

"As escolas estão desde o início do ano sem orçamento para 2013 e a trabalhar com duodécimos. Com o despacho do ministro das Finanças, há muitos diretores que não estão para arriscar e contrair despesas que não vão conseguir pagar quando existir um orçamento aprovado", afirmou Manuel Pereira, diretor da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, para quem "não é normal as escolas estarem em abril sem orçamento".

Até que a situação seja resolvida, reconhece Manuel Pereira, "os diretores dos agrupamentos e das escolas não agrupadas estão a cortar nas despesas extraordinárias". Em Viseu, cerca de 30 alunos não receberam o lanche no final de uma prova realizada no âmbito do desporto escolar, consequência do despacho do ministro das Finanças.

Outras situações, como o cancelamento de visitas de estudos, estão a ser verificadas em todo o País. "É natural que essas situações aconteçam, porque os diretores estão com medo de assumir responsabilidades sem haver uma garantia de que vai haver dinheiro. Com tantos cortes, só é natural que o orçamento das escolas seja ainda mais reduzido quando for aprovado", rematou Manuel Pereira.

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