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Correio da Manhã

Sociedade

Escutas tramam falso médico

Após ser constituído arguido e ainda antes de ser ouvido por um juiz de instrução criminal, Daniel de Castro e Silva, o falso médico de 52 anos que foi interceptado pela Unidade Nacional de Combate à Corrupção da Polícia Judiciária, tentou convencer os colegas de trabalho e os doentes a mentirem sobre a actividade que exercia nas clínicas.
18 de Fevereiro de 2011 às 00:30
Um dos locais onde Daniel de Castro e Silva dava consultas, em Alcoitão, Cascais
Um dos locais onde Daniel de Castro e Silva dava consultas, em Alcoitão, Cascais FOTO: Mariline Alves

O falso médico, que tinha o telemóvel sob escuta, acabou por ser apanhado no exacto momento em que tentava dissuadir as testemunhas. Tal atitude por parte de Daniel foi aliás determinante para o juiz de instrução lhe aplicar diversas medidas acessórias. Para além de estar proibido de ir às clínicas e de exercer quaisquer actividades relacionadas com cuidados de saúde, não pode aproximar-se dos doentes.

Nas escutas telefónicas, Daniel garantia aos doentes e aos colegas que era médico e que chegara a exercer no Hospital de Santa Maria, em Lisboa. Alegava ainda ter sido alvo de um processo de negligência, pedindo por isso que não dissessem às autoridades que continuava a exercer as funções de médico, pois poderia ter problemas.

Recorde-se que Daniel de Castro e Silva exercia em seis clínicas e tinha a seu cargo cerca de 300 doentes, na maioria idosos. O homem chegou a receitar medicamentos.

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