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Correio da Manhã

Sociedade
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Esperança de andar em Cuba

No dia em que completou 26 meses, Mariana Caria partiu com a mãe para Cuba em busca do tratamento de fisioterapia que pode fazer com que mantenha o tronco direito e dê os primeiros passos. A bebé, que nasceu com 32 semanas, sofre de paralisia cerebral com efeito sobretudo na parte motora. Um concerto e as caixinhas colocadas em bares e restaurantes do Cartaxo financiaram a viagem. E o sonho de andar da bebé.
24 de Janeiro de 2010 às 00:30
Mariana com a mãe antes de embarcar ontem para Cuba
Mariana com a mãe antes de embarcar ontem para Cuba FOTO: João Cortesão

Fátima, de 25 anos, deixou de trabalhar como empregada de caixa num supermercado para cuidar da filha. Francisco é conferente de armazém. O rendimento familiar é modesto e o Estado português tem respondido com atraso às necessidades da Mariana. "Estamos à espera que a Segurança Social nos envie um banco triangular [permite que a menina mantenha as costas direitas] desde Fevereiro do ano passado", lamenta Fátima, a quem a vontade que a filha revela de andar para acompanhar o primo João não deixa baixar os braços. Donativos nas caixinhas de recolha de fundos e na conta com o NIB 003602909910002096214, do Banco Montepio, revertem a favor do sonho da Mariana.

PORMENORES

DEIXOU DE CRESCER

Mariana deixou de crescer na barriga da mãe às 29 semanas de gestação.

TRATAMENTO

A bebé ficará cinco semanas no Centro Internacional de Restauração Neurológica, em Havana.

INÍCIO DA CAMPANHA

Dona de um bar em Vale de Santarém, Maria António, conhecida por ‘Tia Kikas’, iniciou a campanha de solidariedadea favor da pequena Mariana.

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