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Correio da Manhã

Sociedade
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Estudantes de Coimbra criam sistema para prever cheias em rios

Sensores instalados em cinco pontos do rio dão alerta em tempo real sobre caudais.
5 de Abril de 2017 às 15:00
Convento de Santa Clara ficou inundado nas cheias de 2016
Em 2016, as cheias no Mondego provocaram prejuízos avultados em Coimbra
Em 2016, as cheias no Mondego provocaram prejuízos avultados em Coimbra
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Um dispositivo que permite obter informação em tempo real sobre o caudal das águas dos rios e, assim, prever cheias, foi desenvolvido por três estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

A solução tecnológica, identificada por 'projeto Rio Mondego', permite "monitorizar o caudal do rio através de sensores IoT [internet of things] instalados" em diversos pontos - no caso deste curso de água em cinco locais (complexo da barragem da Aguieira, foz dos rios Alva e Ceira, e Coimbra) -, explicaram os autores da ideia, durante uma sessão de apresentação do sistema, esta quarta-feira, no Museu da Água, em Coimbra.

O projeto surgiu na sequência das cheias do Mondego em Coimbra, no início de 2016, que provocaram prejuízos estimados em cerca de 2,5 milhões de euros, mas cujos efeitos poderiam ter sido atenuados se houvesse informação em tempo real sobre a evolução do caudal do rio, no seu trajeto entre a barragem da Aguieira e o Açude-Ponte (Coimbra), sustentam os criadores do dispositivo.

Desenvolvido pelos três estudantes, no âmbito da empresa que possuem em incubação no Instituto Pedros Nunes (IPN), em Coimbra, com apoio da Vodafone Portugal, através do programa Vodafone Power Lab, o dispositivo recolhe e trata a informação sobre o nível das águas e envia-os, "ao minuto", através da rede de dados móvel, para uma central, acessível às entidades competentes, como, por exemplo, serviços de proteção civil.

Para já foi instalado um sensor ultrassónico no Mondego, junto ao Museu da Água, no Parque Manuel Braga, em Coimbra, cuja informação sobre o caudal do rio, nesta zona, ficará acessível ao público nas instalações do Museu.

Os autores do projeto admitem que possam vir a instalar os restantes quatro sensores previstos no projeto, cuja construção custa cerca de 200 euros cada um, e respetivo mecanismo, até final do ano, mas, entretanto, é necessário surgir interesse por parte dos responsáveis.

O fabrico, instalação, gestão, funcionamento, manutenção e fornecimento de dados envolve um custo estimado em valores que oscilam entre os 12 mil e os 15 mil euros por ano, adiantaram os estudantes mentores do projeto -- Rui Sousa, Cristiano Alves e Tiago Custódio.

Além de funcionar como alerta para a eventualidade de cheias, o 'projeto Rio Mondego' também quer "chamar a atenção das populações para o uso sustentável da água enquanto bem escasso", pois uma das suas vertentes é "a possibilidade de monitorização de reservatórios de água", como albufeiras e barragens, "prevenindo assim situações de seca", sublinham.

Os autores do dispositivo, cujo desenvolvimento considerou a necessidade de ter custos de produção e de funcionamento reduzidos, acreditam que dentro de algum tempo o terão a operar no Mondego e noutros cursos ou reservatório de água, não só no país, mas também no estrangeiro.

A perspetiva é partilhada, de algum modo, por Francisco Viana, responsável pelo programa Vodafone Power Lab, cujo objetivo é fomentar a criação de projetos tecnológicos que possam constituir ideias de negócio de sucesso, como - acredita - sucederá com este sistema.
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