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Correio da Manhã

Sociedade

"Eu era o suplente do guarda-redes"

Sobrinho Simões recebe grande prémio Ciência Viva Montepio 2016.
Bernardo Esteves 28 de Novembro de 2016 às 08:42
Sobrinho Simões (à esquerda) recebeu prémio das mãos do ministro Manuel Heitor
Sobrinho Simões (à esquerda) recebeu prémio das mãos do ministro Manuel Heitor FOTO: Sérgio Lemos
Manuel Sobrinho Simões, de 69 anos, recebeu este domingo o grande prémio Ciência Viva Montepio 2016, no valor de 10 mil euros, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

Sobrinho Simões afirmou estar "envergonhado", confessou que não usa telemóvel nem computador e disse que em jovem não sabia jogar futebol: "Eu era o suplente do guarda-redes, não há pior do que isto". O investigador fundou o Instituto de Patologia e Imunologia Molecular da Universidade do Porto (Ipatimup) e foi considerado em 2015 o patologista mais influente do Mundo.

"Ganho este prémio mais pelo Ipatimup e quem lá trabalha do que por mim. O instituto agora tem lógica própria", afirmou, focando o discurso no trabalho de divulgação da ciência nas escolas, a que se dedica, depois de também ter aberto o Ipatimup a estágios para jovens estudantes: "Não há nada tão nobre como ser professor. Tenho encontrado muita qualidade em sítios tão distantes como o Agrupamento de Arga e Lima, na serra de Arga. A única solução para este país é a educação".

O prémio Ciência Viva Educação (5000€) foi atribuído à professora Mafalda Lapa, do Agrupamento da Cidadela, Cascais, que criou um projeto para reduzir o abandono escolar. O ministro da Ciência, Manuel Heitor, e os premiados evocaram Mariano Gago, que dá nome ao auditório onde se realizou o evento.
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