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Correio da Manhã

Sociedade
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Ex-ministra Ana Jorge deixa de ser deputada do PS

A ex-ministra da Saúde Ana Jorge anunciou que vai renunciar ao seu mandato de deputada do PS a partir de Janeiro, regressando à sua actividade de médica no Hospital Garcia de Orta.
21 de Dezembro de 2011 às 15:53
"Neste momento, sinto que sou mais importante se voltar ao terreno, continuando na minha carreira profissional", reforçou Ana Jorge
'Neste momento, sinto que sou mais importante se voltar ao terreno, continuando na minha carreira profissional', reforçou Ana Jorge FOTO: Bruno Colaço

Nas duas últimas eleições legislativas, em 2009 e 2011, Ana Jorge encabeçou a lista de candidatos a deputados do PS pelo círculo eleitoral de Coimbra.          

Em declarações à agência Lusa, Ana Jorge disse que nos últimos anos fez "uma incursão na vida política" de primeira linha quando aceitou o convite do ex-chefe do Governo José Sócrates para ser ministra da Saúde, substituindo nesta pasta Correia de Campos em 2008.           

"Não estou desiludida com a política, nem com o Parlamento - respeito muito o que é a Assembleia da República como casa da democracia -, nem com o PS", afirmou.           

Neste contexto, a ex-ministra da Saúde salientou que exerce o seu mandato de deputada do PS como independente, embora há vários anos "faça parte da família socialista".              

"Neste momento, sinto que sou mais importante se voltar ao terreno, continuando na minha carreira profissional", reforçou.         

Interrogada se considera que teve neste início de legislatura um papel secundário dentro da bancada socialista em termos de intervenção sobre questões de saúde - área coordenada pelo ex-ministro António Serrano -, Ana Jorge contrapôs que "não tinha que estar na primeira linha" de intervenção.           

"Vim de uma intervenção governamental. Estive na segunda metade do primeiro Governo de José Sócrates e na totalidade do seu segundo Governo cerca de três anos e meio com uma actividade política muito intensa. Penso que esta passagem pelo Parlamento, numa posição muito mais retraída, fez todo o sentido, porque houve uma alternância política. Foi uma opção muito consciente a ideia de que não devia ter uma parte muito activa nesta fase inicial da legislatura", salientou.           

Sobre o seu futuro profissional, Ana Jorge referiu que foi recentemente convidada pelo Hospital Garcia de Orta, que "está neste momento a reorganizar um departamento, juntando o ensino, a formação e a investigação".         

"Esse desafio é interessante, porque correspondeu muito à minha prática clínica. Vou voltar ao Serviço Nacional de Saúde (SNS)", acrescentou.     

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