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Correio da Manhã

Sociedade
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Facilidade entusiasma estudantes

As provas de Economia A e de Desenho A, realizadas ontem no terceiro dia de exames nacionais, revelaram-se, mais uma vez, acessíveis para os alunos.

19 de Junho de 2009 às 00:30
Exames são um marco decisivo para o futuro académico
Exames são um marco decisivo para o futuro académico FOTO: Manuel Moreira

Os estudantes da Escola Secundária Padre António Vieira, em Lisboa estão até confiantes de que terão boas notas e entusiasmados com a possibilidade de entrarem na universidade. Valter Jordão, Diogo Santos e Vera Sequeira foram alguns dos alunos que realizaram a prova de Economia. Todos consideraram o teste fácil. O mesmo aconteceu com Francisco Correia, a Desenho A; a Joana Lourenço que fez exame de Francês; e Bruno Paixão, que fez Espanhol.

Até agora os alunos têm-se manifestado satisfeitos com o decorrer dos exames nacionais, tendo ocorrido apenas um incidente com a prova de Biologia realizada na quarta-feira. O Ministério da Educação já assumiu a existência de um lapso numa legenda garantindo que o erro 'não afectou a resolução da prova'. Hoje, fazem também exame os alunos do 9º ano.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO

PROVA ESCRITA DE ECONOMIA A - 11.º E 12.º ANOS DE ESCOLARIDADE - PROVA 712 - 1.ª FASE

GRUPO I

Versão 1 / Versão 2

1. (A) / (C)

2. (C) / (D)

3. (A) / (A)

4. (B) / (B)

5. (B) / (D)

6. (C) / (D)

7. (C) / (C)

8. (D) / (A)

9. (B) / (B)

10. (A) / (C)

11. (C) / (C)

12. (B) / (B)

13. (C) / (A)

14. (C) / (D)

15. (A) / (D)

16. (D) / (B)

17. (D) / (A)

18. (C) / (C)

GRUPO II

1.

Na resposta são classificados como indirectos dois dos seguintes impostos:

- Imposto sobre o Tabaco;

- Imposto sobre o Valor Acrescentado;

- Imposto sobre os Produtos Petrolíferos

2.

Na resposta é explicitado o comportamento da taxa de inflação em Portugal, em 2006, sendo contemplados quatro dos seguintes aspectos, ou outros considerados relevantes:

- A taxa de inflação em Portugal acelerou em 2006, invertendo a tendência decrescente que se vinha a observar desde 2001, tendo atingido, em 2006, 3,1%, valor superior ao registado no ano anterior (2,3%);

- Em 2006, as taxas de crescimento dos preços dos bens alimentares transformados e não transformados, bem como a dos bens industriais energéticos, foram superiores à taxa da inflação;

- Em 2006, as taxas de crescimento dos preços dos bens industriais não energéticos e dos serviços foram inferiores à taxa da inflação;

- Um dos factores responsáveis pela subida da taxa de inflação, em 2006, foi de ordem fiscal, nomeadamente, o agravamento do Imposto sobre o Tabaco, do Imposto sobre o Valor Acrescentado e do Imposto sobre os Produtos Petrolíferos (OU agravamento da tributação sobre os preços no consumidor);

- Um outro factor responsável pela subida da taxa de inflação, em 2006, foi a evolução dos preços internacionais de importação de produtos não energéticos.

3.

Na resposta é explicada a suposta evolução dos salários reais, em Portugal, em 2006, sendo referidos dois dos seguintes aspectos, ou outros considerados relevantes:

- Os salários nominais aumentaram a uma taxa inferior à da inflação;

- Os salários reais em Portugal, em 2006, baixaram;

- A diminuição dos salários reais significa que os trabalhadores adquirem menos bens com o seu salário nominal (perda de poder de compra).

4.

Na resposta é explicado o efeito da subida dos preços de importação dos produtos não energéticos sobre a taxa de cobertura (mantendo-se tudo o resto constante), sendo referidos os seguintes aspectos, ou outros considerados idênticos:

- A subida dos preços de importação dos produtos não energéticos irá aumentar o valor das importações;

- Ao manter-se tudo o resto constante, o valor das exportações mantém-se;

- O valor da taxa de cobertura diminuirá (cobrirá/pagará uma menor parte do valor das importações).

GRUPO III

1.

Na resposta são explicadas as possíveis consequências do quinto alargamento da UE na economia portuguesa, sendo contemplados quatro dos seguintes aspectos, ou outros considerados relevantes:

- A entrada de dez novos Estados-membros justifica a necessidade de reorientação dos fundos estruturais, não só porque há um maior número de países pelos quais são distribuídos esses fundos, como também pelo facto de estes países apresentarem características específicas, nomeadamente, um PIB por habitante inferior à média da União Europeia;

- O facto de estes países apresentarem, em média, um PIB por habitante inferior ao de Portugal faz deles candidatos preferenciais aos fundos estruturais; Portugal, por um mero «efeito estatístico», torna-se um país relativamente mais rico e, em consequência, com menor acesso a esses fundos;

- Os novos Estados-membros são concorrentes nos nossos mercados de exportação;

- Um grupo desses países possui mão-de-obra qualificada e mais capital, exercendo concorrência relativamente a indústrias emergentes em Portugal – 10,8% e 31,2% das nossas exportações dizem respeito a produtos de alta e média-alta tecnologia, respectivamente;

- Outro grupo de países, com mão-de-obra abundante e barata, ameaça os sectores mais tradicionais da nossa economia – 42,4% das nossas exportações dizem respeito a produtos de baixa tecnologia.

2.

Na resposta é explicitado o sentido da afirmação, sendo referidos os seguintes aspectos, ou outros considerados relevantes:

- A Contabilidade Nacional apresenta algumas limitações no cálculo do valor da produção, não registando com rigor o bem-estar das populações;

- A Contabilidade Nacional apenas regista o valor monetário dos bens produzidos, ignorando alguns custos ou alguns benefícios das diferentes produções que não estão reflectidos no seu preço (respectivamente, externalidades negativas ou externalidades positivas).

3.

Na resposta são apresentados os seguintes aspectos:

- Cálculo e/ou valor correcto da população activa (5545 milhares);

- Fórmula de cálculo da taxa de actividade

Taxa de Actividade = Pop. Activa / Pop. Total × 100;

- Cálculo e resultado correcto da taxa de actividade

Taxa de Actividade = 5.545/10.563× 100 = 52,5;

- A taxa de actividade em Portugal, em 2005, foi de 52,5%.

BÁSICO PIORA RESULTADOS NAS PROVAS DE AFERIÇÃO

Os alunos do Ensino Básico pioraram os seus resultados nas provas de aferição realizadas este ano, verificando-se uma diminuição das notas positivas a Língua Portuguesa e a Matemática.

Segundo os dados do Ministério da Educação, na prova de Língua Portuguesa do 6.º ano, 90 por cento dos alunos obteve nota positiva, mas piorou 3,4 pontos percentuais em relação a 2008 (93,4). No 4.º ano, registou-se uma melhoria de 0,5 pontos percentuais, para 91 por cento, em relação ao ano anterior quando se verificou 89,5 por cento de notas positivas. No conjunto das duas provas de aferição de Língua Portuguesa, verificou-se uma quebra nos resultados de 2,9 pontos percentuais.

Em Matemática, o cenário é ainda pior, registando-se este ano uma diminuição de 1,8 pontos percentuais de positivas na prova do 4.º ano. Em 2009, 89 por cento de alunos está acima do razoável, enquanto em 2008 esse valor era de 90,8 por cento. No 6.º ano, a diferença atinge os 2,8 pontos. A percentagem de positivas em 2009 é de 79, enquanto em 2008 foi de 81,8 por cento.

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