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Faculdade de Economia da NOVA nega querer "divórcio institucional" da Universidade

Posição da faculdade surge após uma notícia que revela que a Nova SBE iria entregar no início de abril uma proposta para se separar oficialmente da Universidade Nova de Lisboa.

27 de março de 2026 às 17:07

A faculdade de Economia da Universidade Nova de Lisboa negou esta sexta-feira "qualquer divórcio institucional" da universidade, mas a polémica levou o reitor a pedir uma audiência ao ministro da Educação.

Em declarações à Lusa, fonte da Nova School of Business & Economics (Nova SBE) afirmou que "a questão da autonomia, ou do grau de autonomia, é debatida há várias décadas dentro e fora da Universidade, apenas como meio funcional para cumprir a missão da Nova SBE. Uma missão que requer descentralização, necessariamente, mas que não implica qualquer divórcio institucional, muito menos a saída da esfera pública".

A posição da faculdade surge na sequência de uma notícia divulgada esta sexta-feira que revelava que a Nova SBE iria entregar já no início de abril à secretaria do ministro da Educação, Fernando Alexandre, uma proposta para se separar oficialmente da Universidade Nova de Lisboa (UNL).

A Nova SBE esclareceu que as primeiras conclusões de um projeto que está a desenvolver sobre "A Escola do Futuro" apontam "vários desafios e caminhos teóricos", mas "nenhum dos quais ainda subscrito pela direção da Nova SBE nem pelos respetivos órgãos estatutários".

Segundo a notícia, o objetivo "seria libertar-se do que considera serem constrangimentos e burocracias que envolvem a UNL para poder concorrer em pé de igualdade com as congéneres internacionais, e não perder lugares entre as melhores do mundo".

À Lusa, a reitoria da Universidade Nova disse que "não foi previamente contactada" pela Nova SBE nem recebeu, até ao momento, "qualquer pedido formal" no sentido de uma eventual saída da faculdade, tendo ficado surpreendida com a notícia que dava conta de estar em curso um processo oficial de separação.

A reitoria critica o facto de o assunto ter vindo a público, sem qualquer articulação institucional prévia, garantindo que "nunca houve qualquer interferência da reitoria na autonomia da Nova SBE ou outra unidade orgânica, a qual tem sido plenamente respeitada em todas as suas dimensões".

Perante a atual situação, o reitor decidiu pedir uma audiência com o ministro Fernando Alexandre.

A polémica em torno na relação entre a universidade e a faculdade ganhou destaque após um despacho emitido no final de janeiro pelo reitor que ditou que as faculdades tinham de ter uma designação em português, podendo juntar as versões em português e em inglês.

A Medical School e a School of Law foram duas das faculdades que acataram a decisão, ao contrário de personalidades de renome da School of Business and Economics (Nova SBE) que vieram contestar a ideia.

Pedro Santa Clara, antigo aluno e diretor e atual professor catedrático da Nova SBE, chegou a defender a desvinculação da faculdade de Economia, defendendo que a alteração de designação poderia destruir "duas décadas de investimento numa marca".

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