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Correio da Manhã

Sociedade
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Falar alto influencia contágio do novo coronavírus, garante estudo

Força da voz conta na propagação do vírus e o melhor é falar baixinho.
João Vaz 15 de Maio de 2020 às 01:30
Estudo conclui que a força da voz conta na propagação do vírus
Estudo conclui que a força da voz conta na propagação do vírus FOTO: Istockphoto
Que além do confinamento, do distanciamento social e do uso da máscara, o falar baixo também reduz o perigo de contágio do SARS-CoV-2 é a novidade do estudo publicado quarta-feira na revista ‘PNAS’, por quatro investigadores da Universidade de Stanford, na Califórnia, EUA.

A investigação assinada por Valentyn Stadnytskyi, o par Christina e Adrian Bax e Philip Anfinrud, incluiu coisas tão curiosas como pôr um contagiado a gritar repetidamente "Stay healthy" (Fica bem) durante 25 segundos para dentro de uma caixa, onde um sistema de raios laser contou gotículas e perdigotos.

Verificou-se que a força da voz conta na propagação do vírus e o melhor é falar baixinho. Nem todos os estudos incidem sobre genomas, replicações do vírus ou reação das citocinas. Investigar o ar expirado constituiu pista fundamental no sarampo, considerado o vírus mais contagioso de todos os tempos. O texto da ‘PNAS’, cujas iniciais significam ‘Proccedings of National Academy of Sciences’, segue a inspiração. Menos estudado do que a projeção de vírus pela tosse e espirros, o material contagioso emitido pela voz e perdigotos é mais perigoso, por ser mais leve e ficar mais tempo em suspensão no ar: dura 8 minutos ao ar livre e 12 em local fechado.

AVANÇOS NA INVESTIGAÇÃO
Mil microgotículas
A partir da concentração de SARS-CoV-2 na saliva, os investigadores de Stanford, nos EUA, calcularam que uma palavra forte gera por minuto mais de mil microgotículas, o que explica a elevada propagação de contágios.

Três menores morrem
Duas crianças de 5 e 7 anos e um adolescente morreram em Nova Iorque, segundo disse o governador Cuomo, devido a problemas associados à Covid-19. Sobre a doença Kawasaki, adiantou que há 3 mil casos por ano nos EUA.

Onda de desemprego
Nos últimos dois meses, mais de milhão e meio de pessoas perderam o emprego no setor da Saúde nos EUA e 135 mil foram despedidas dos hospitais, devido à quebra de doentes não Covid-19. Não se fazem cirurgias, nem consultas.

Ajuda às máscaras
O confirmar do contágio da Covid-19 pelo simples facto de se falar, com o ar expirado e a emissão de voz a ter perigosidade semelhante à tosse ou ao espirro, dá força científica ao uso da máscara. E explica a grande contagiosidade do vírus.

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