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Falhas em morte por AVC podem repetir-se

Homem de 74 anos esteve mais de 5 horas à espera até ser visto.

20 de julho de 2016 às 08:33

As falhas que ocorreram no caso em que um homem de 74 anos morreu vítima de AVC, em dezembro, depois de dar entrada no hospital de Faro, podem repetir-se. Isso mesmo foi ontem reconhecido pelo diretor das Urgências da unidade de saúde, ontem ouvido na Assembleia da República, numa audição sobre os problemas da saúde no Algarve.

"Não estamos aptos a evitar que estes problemas se repitam. Estamos a tentar, mas, enquanto aqueles médicos que estão no balcão tiverem de atender dezenas e dezenas de utentes, depois chega o que é realmente urgente, às 04h00, e já não têm cabeça", disse Carlos Godinho.De acordo com uma auditoria do Tribunal de Contas, que detetou "falhas graves", depois de chegar ao hospital, pelas 12h00 de 14 de dezembro, o doente esperou 25 minutos pela triagem, mais hora e meia pelo atendimento clínico e três horas e meia para a realização dos meios complementares de diagnóstico. Passaram mais de cinco horas até ser visto por um médico neurologista. O homem acabou por ser transferido de ambulância para Coimbra, onde morreu a 28 de dezembro.

Para além do diretor das Urgências, a Comissão Parlamentar de Saúde ouviu também o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar do Algarve, Joaquim Ramalho, e outros diretores do centro hospitalar.

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