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Correio da Manhã

Sociedade

Falta de médicos trava meios de emergência

Tempo para transporte de doentes aumenta e os bombeiros e o INEM ficam sem meios.
Rui Pando Gomes 11 de Julho de 2017 às 10:11
Serviço de Urgência Básica de Albufeira são encaminhados para o hospital de Faro
Serviço de Urgência Básica de Albufeira são encaminhados para o hospital de Faro FOTO: Nuno Alfarrobinha
A falta de médicos nos Serviços de Urgência Básica (SUB) do Algarve está a atrapalhar o socorro nesta região turística. Os bombeiros e INEM, ao que o CM apurou, são obrigados a transportar a maioria dos doentes para os hospitais de Faro e Portimão e ficam sem ambulâncias para responder a outros socorros.

O problema está relacionado com o aumento brutal de ocorrências nos meses de julho e agosto e a falta de profissionais de saúde, que o Centro Hospitalar do Algarve não consegue assegurar. Ao que o CM apurou, no SUB de Albufeira, durante o mês de julho, 14 turnos das 8h00 às 20h00 não têm médicos escalados. E no turno da noite, entre as 20h00 e as 8h00, na maioria dos dias só há um médico, assim como nas unidades de Loulé e Vila Real de Santo António.

O problema é ainda mais grave porque os bombeiros e o INEM têm que fazer mais quilómetros para levar os doentes para os hospitais, aumentando o tempo de transporte, que pode durar cerca de duas horas. Neste período, os meios de emergência pré-hospitalar ficam mais tempo ocupados, fazendo, consequentemente, aumentar o tempo de espera para um posterior pedido de socorro, que ao que o CM apurou pode chegar a mais de uma hora.
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