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Correio da Manhã

Sociedade
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Faltam 7 mil camas em cuidados continuados

Cuidador informal obterá conhecimentos de profissionais.
João Saramago 29 de Março de 2016 às 01:45
Saúde mental contará com mais 300 camas até junho
Saúde mental contará com mais 300 camas até junho FOTO: Reuters
Faltam cerca de sete mil camas para Portugal cumprir a meta estabelecida para os cuidados continuados integrados. No último ano existiam 7759 camas: o objetivo é atingir, em 2020, as 14 mil. Para cumprir essa meta, até junho serão criadas mais 300 camas para pessoas com dependências na área da saúde mental. Serão também abertas as primeiras unidades pediátricas, divulgou o coordenador da Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados, Manuel Lopes.

Na apresentação da reforma da rede de cuidados continuados, Manuel Lopes sublinhou a importância de criar o estatuto do cuidador informal. Serão pessoas no âmbito da estrutura familiar que irão prestar apoio a doentes, nomeadamente idosos, num trabalho que não será remunerado. Manuel Lopes esclareceu que com um salário "o cuidador deixa de ser informal para ser formal" .

Embora o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, tenha referido que só no próximo ano existirão cuidadores informais, o coordenador adiantou que para este ano está prevista a formação dos agentes. "Dar condições para que quem já faz isso o faça, sabendo o que está a fazer, ou seja, dar-lhes capacitação em contexto. Os profissionais de saúde vão trabalhar com essas pessoas no sentido de serem capazes de fazer bem aquilo que estão a fazer", adiantou Manuel Lopes.
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