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Correio da Manhã

Sociedade
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Família chora idosa morta após mudar de hospital

Mulher de 84 anos estava a ser transferida da unidade de Coimbra para a de Covões.
Mário Freire e Paula Gonçalves 27 de Maio de 2017 às 01:30
Gracinda Rodrigues morreu após viagem entre dois hospitais
Urgência do Hospital dos Covões fecha à noite
Gracinda Rodrigues morreu após viagem entre dois hospitais
Urgência do Hospital dos Covões fecha à noite
Gracinda Rodrigues morreu após viagem entre dois hospitais
Urgência do Hospital dos Covões fecha à noite
Uma mulher de 84 anos morreu na quinta-feira após uma transferência dos Hospitais da Uni versidade de Coimbra (HUC) para o Hospital dos Covões, a apenas sete quilómetros de distância.

A família está indignada com a falta de esclarecimentos, mas ainda não decidiu que medidas vai tomar."Só queremos fazer o luto", disse um familiar.

Gracinda Rodrigues residia em São João de Brito, Ansião. Sentiu-se mal, com dificuldades respiratórias, e foi transportada para os HUC, onde deu entrada às 6h13.

O serviço de urgência do Hospital dos Covões, unidade da sua residência, estava encerrado à noite, quando a idosa necessitou de cuidados. A decisão de funcionar só das 9h00 às 20h00 é de 2012 e continua a ser contestada pela população. Foi admitida nos Covões às 11h55 e cinco minutos depois foi declarado o óbito, segundo esclareceu o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra.

Explicou também que transferiu a idosa para Covões, por ser a unidade onde era habitualmente seguida e onde já tinha estado internada. A transferência foi feita numa "ambulância normal", acompanhada de enfermeiro e com monitorização.

Carlos Cortes, presidente da secção regional da Ordem dos Médicos, disse que "a maioria das transferências são por motivos administrativos".

O fecho da urgência à noite tem consequências "desastrosas para os doentes".
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