Barra Cofina

Correio da Manhã

Sociedade
4

Farmacêuticos satisfeitos com adiamento das unidoses

Marício Barbosa, bastonário da Ordem dos Farmacêuticos, congratulou-se esta terça-feira com o recuo da ministra da Saúde quanto à venda de medicamentos em unidose.
Para Maurício Barbosa, a venda de medicamentos em unidose “não é uma solução milagrosa” para evitar o desperdício, porque “o desperdício está intimamente relacionado com a falta de adesão dos doentes à terapêutica”.
6 de Abril de 2010 às 18:40
Ainda nenhuma farmácia aderiu aos medicamentos vendidos em unidose
Ainda nenhuma farmácia aderiu aos medicamentos vendidos em unidose FOTO: Sérgio Lemos / Correio da Manhã

Ao nível político, o PCP critica a “capitulação” fase ao interesse da indústria farmacêutica. O líder parlamentar dos comunistas, Bernardino Soares, disse esta terça-feira que “este é mais um dos sinais de que a ministra da Saúde e o Ministério da Saúde estão em total capitulação com a indústria farmacêutica e o sector do medicamento”.

Esta segunda-feira, a ministra da Saúde deu uma entrevista à SIC onde admitiu que a venda de medicamentos em unidose é “difícil de implementar” e que a solução deverá passar pelo “redimensionamento” das embalagens e não pela dispensa em quantidade individualizada do medicamento.

 

Quanto a esta solução, que Ana Jorge avançou, do redimensionamento das embalagens, a Ordem dos Farmacêuticos admite que é uma medida que pode ser equacionada. Já o Partido Comunista defende que “não é exactamente uma alternativa” e devia funcionar “em paralelo” com o desenvolvimento da unidose. Bernardino Soares explica que “o Infarmed e o Ministério da Saúde nunca intervieram no mercado no sentido de garantir que as embalagens mais pequenas existam de facto”.

 

Até agora, e segundo o Infarmed, ainda nenhuma farmácia mostrou interesse em aderir à dispensa unitária de medicamentos.

Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)