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Correio da Manhã

Sociedade
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Farmácias fora da discussão mas disponíveis para colaborar

Farmacêuticos não fazem parte da ‘task force’ do executivo.
Vanessa Fidalgo 1 de Dezembro de 2020 às 10:23
O grupo de trabalho do Governo que desenha a operação logística de armazenamento, distribuição e administração das vacinas contra a Covid-19 ainda não tomou uma decisão final quanto à inclusão das farmácias no processo, o que já provocou a apreensão dos farmacêuticos. Manuela Pacheco, presidente da Associação de Farmácias de Portugal, não está “surpreendida”. “Estamos disponíveis para colaborar de forma articulada com a nossa enorme rede de proximidade. Para conhecer as condições necessárias e criá-las. Mas tem de haver vontade política, o que não parece existir a partir do momento em que não fazemos parte do grupo de trabalho”, afirmou. Já Ana Paula Martins, bastonária da Ordem dos Farmacêuticos, prefere “aguardar” o anúncio oficial do plano e lembra que as decisões dependem de cada país. “França, Reino Unido, Irlanda e Alemanha vão vacinar nas farmácias e outros países, como Portugal, estão a decidir”, disse, lembrando que a vacinação contra a gripe sazonal é já uma prova “da competência” das farmácias comunitárias na matéria. Uma capacidade que depende de várias condições: “A atribuição da competência requer formação e prova, locais com as condições adequadas, capacidade de monitorização de reações adversas e de registo”, disse ao CM.

Quanto a condições, a vacina da Moderna é a menos exigente: mantém-se estável até seis meses a -20° C. “As farmácias têm outros medicamentos em rede de frio de -20° C, portanto não tenho dúvidas de que possam ser equacionadas. Para -70° C (temperatura exigida pela vacina da Pfizer) a rede não estará tão preparada sem um upgrade”, destaca Hélder Mota Filipe, professor da Faculdade de Farmácia de Lisboa e ex-presidente do Infarmed.

Distribuidores pedem tempo para adaptação
A Associação de Distribuidores Farmacêuticos ainda não sabe se estes vão estar incluídos na operação logística de vacinação, mas garante haver o "‘know-how’ necessário" e pede celeridade no processo para se "adaptarem".

Apoio técnico das Forças Armadas
As Forças Armadas, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, o Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge e os Serviços Partilhados do Ministério da Saúde dão apoio técnico à ‘task force’ do Governo.

Roque da Cunha não quer "marketing"
Roque da Cunha, presidente do Sindicato Independente dos Médicos, afirmou ao CM esperar que o "Governo não faça da vacina da Covid-19 uma questão de marketing político, como aconteceu com a vacina da gripe sazonal".
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