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Correio da Manhã

Sociedade
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Fecho de abrigo em Olhão ameaça 30 cães

Tribunal deu razão às queixas dos vizinhos devido ao barulho.
Tiago Griff 28 de Agosto de 2018 às 08:41
Abrigo da Associação para Protecção dos Animais de Rua tem ordem para fechar em dois meses
Abrigo da Associação para Protecção dos Animais de Rua tem ordem para fechar em dois meses FOTO: Nuno Alfarrobinha
A Associação para Protecção dos Animais de Rua (APAR) de Moncarapacho e da Fuseta tem dois meses para fechar as portas do abrigo, na zona de Belo Romão, depois de uma decisão do Tribunal de Olhão ter dado razão aos vizinhos que se queixavam de barulho. A associação desespera por agora não ter lugar para realojar os quase 30 cães que lá estão colocados.

"Só em 2018, a APAR, com a ajuda de amigos e de voluntários dedicados, já conseguiu lar para mais de 80 cães, filhotes e adultos. É um serviço de utilidade e saúde pública. Salvamos cães agredidos, doentes, jogados como lixo nas ruas", conta Natália Bento, da APAR, que no dia 9 de agosto foi a tribunal para se defender das queixas de vizinhos - nomeadamente alojamentos locais que abriram recentemente - que argumentavam que os cães "ladram dia e noite". "Já tenho o abrigo aqui há 10 anos. Os cães ladram um pouco quando são soltos da parte da manhã, enquanto fazemos as limpezas, e não o dia todo. Até já fiz a insonorização do espaço e mesmo assim não foi aceite", assume Natália.

No dia 21 de agosto chegou a decisão judicial: o abrigo, situado num terreno cedido pela própria Natália à APAR, é mesmo para encerrar e foi dado o prazo de dois meses para que a ordem judicial seja cumprida.

"Como é que, em dois meses, vamos encontrar um terreno, fazer obras e mudar os cães? Com que dinheiro se vivemos de doações?", diz a APAR, que ainda está a avaliar a possibilidade de recorrer da sentença.
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