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Correio da Manhã

Sociedade
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Feira quer atingir 50 mil visitantes

Farav regressa ao Largo do Rossio e devolve esperança aos 90 artesãos presentes. Certame teve ontem início e já mereceu a escolha de muitos turistas
27 de Julho de 2013 às 01:00

De regresso ao Largo do Rossio, em Aveiro, a Farav – Feira do Artesanato de Aveiro – a organização espera voltar às grandes enchentes. Este ano, o certame, que começou ontem e vai estar aberto até 4 de agosto, espera mais de 50 mil visitantes, mas a falta de dinheiro pode estragar o negócio. A 34ª edição da Farav conta com 90 artesãos certificados, com produtos da região de Aveiro e também de vários outros pontos do País. Os passeios de charrete ao final do dia são a grande novidade.

Entre os muitos turistas que ontem passaram pela Farav, as preferências iam para as miniaturas em madeira, mas o preço acabava por fazê-los mudar de ideias e procurar produtos mais baratos. "Um barco moliceiro, esculpido à mão, tem 150 horas de trabalho e custa 150 euros, mas as pessoas não têm dinheiro", justifica o artesão Adelino Aires.

"É o certame mais importante da região Centro, temos os melhores artesãos, as melhores ofertas gastronómicas e a melhor animação, por isso estão reunidas todas as condições para continuarmos a ser uma referência nacional", explica ao CM Evaristo Silva, membro da comissão executiva da Farav.

Das alheiras de Mirandela aos enchidos do Alentejo ou ao Leitão da Bairrada, a escolha não
é fácil, mas são os ovos-moles, ex-líbris da cidade de Aveiro, os mais procurados pelos turistas, principalmente os italianos.

"É um produto único, que pode ser levado para, por exemplo, presentear os amigos", conta ao CM Maria Benilde, da casa centenária Maria da Apresentação Cruz.

AVEIRO CRISE FEIRA FARAV
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