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Correio da Manhã

Sociedade
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Feirantes do Norte "indignados" com "favorecimento" dos grupos de distribuição

Feiras ficarão suspensas, a partir de sexta-feira, exceto em relação à venda de produtos alimentares.
Lusa 14 de Janeiro de 2021 às 13:23
Feiras e mercados de levante
Feiras e mercados de levante FOTO: Direitos Reservados
O presidente da Associação de Feiras e Mercados da Região Norte manifestou esta quinta-feira surpresa e indignação com a possibilidade de o comércio ligado à distribuição poder estar aberto e sem restrições de horários, durante o período de confinamento.

"Vamos analisar bem o diploma e verificar por onde deveremos apresentar a nossa reclamação", disse Fernando Sá, apelando às autarquias do Norte para que suspendam, até dezembro deste ano, as taxas cobradas aos feirantes.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou na quarta-feira que Portugal vai "regressar ao dever de recolhimento domiciliário" tal como em março e em abril, alertando que este é simultaneamente o momento "mais perigoso, mas também um momento de maior esperança".

As feiras ficarão suspensas, a partir de sexta-feira, exceto em relação à venda de produtos alimentares.

Em declarações à Lusa, Fernando Sá considerou que "a situação é muito injusta", porque se continuam a "favorecer os grandes grupos económicos ligados à distribuição e o pequeno comércio e, por tabela, as pequenas indústrias que fornecem estas atividades comerciais, são prejudicadas".

"As feiras só podem funcionar com produtos alimentares, tendo ao lado hipermercados a vender de tudo, ou seja, vendem em espaços fechados produtos idênticos a muitos estabelecimentos e aos negócios da feira, que agora não têm permissão para o exercício das suas atividades", sublinhou.

Frisou que "se os feirantes não podem trabalhar, todos os fornecedores desses feirantes, a montante, deixarão de ter a quem vender e todos ficarão sem rendimento".

A Associação de Feiras e Mercados da Região Norte representa cerca de 8.000 feirantes.

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.979.596 mortos resultantes de mais de 92,3 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 8.236 pessoas dos 507.108 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

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