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Fernando Araújo diz que reforma do SNS foi planeada e nunca nomeou "por pressão política"

Ministério da Saúde anunciou esta quarta-feira, o médico António Gandra d'Almeida para substituir o diretor demissionário.

22 de maio de 2024 às 12:55

O diretor demissionário da Direção Executiva do SNS defendeu esta quarta-feira que a reforma das Unidades Locais de Saúde foi "muito planeada e ponderada" e garantiu que nunca fez nomeações "por pressão política".

Fernando Araújo, que esta quarta-feira foi ouvido na Comissão Parlamentar de Saúde, justificou o facto de ter deixado algumas ULS sem administração nomeada após a entrada em funções do novo Governo com o "espírito de lealdade".

"A partir de 10 de março, não nomeámos mais ninguém por espírito de lealdade", disse o responsável, acrescentando: "Não era correto convidar alguém para um projeto ao qual não sabíamos o que ia acontecer".

Questionado sobre as nomeações feitas e as que ficaram por fazer, como por exemplo, a direção clínica da ULS de São José, Fernando Araújo respondeu: "Nós nem queríamos essa competência, é um fardo, mas assumimos porque era importante que as unidades de saúde não ficassem sem dirigentes".

"Nestes dois meses [até à posse do novo Governo] nomeámos alguns dirigentes, é um processo complexo e muito exigente", disse Fernando Araújo, lembrando que "a 1 de janeiro havia várias unidades sem nomeação há vários anos".

Sobre as nomeações feitas, lembrou que "não houve uma única reclamação e não houve necessidade de onerar o erário". "Nomeámos para lugares que estavam vagos".

Ainda sobre este processo, concluiu que a partir da demissão entendeu que não poderia nomear mais nenhum dirigente, e garantiu: "Nunca nomeámos ninguém sob indicação política, ou pressão da comunicação social".

"Não cedemos a pressões nesse sentido. A minha função é zelar pelo interesse público", insistiu.

Quando anunciou a demissão, em conjunto com a sua equipa, em abril, o médico Fernando Araújo solicitou que a sua saída da Direção Executiva do Serviço Nacional de Saúde produzisse efeitos no dia seguinte à entrega do relatório de atividades que tinha sido exigido previamente pelo Ministério da Saúde, o que foi aceite.

Fernando Araújo alegou na altura que teve conhecimento do pedido da elaboração do relatório por correio eletrónico e "na mesma altura que foi divulgado na comunicação social".

Quando apresentou a demissão, o responsável alegou que não queria ser obstáculo ao Governo nas políticas e nas medidas que considere necessárias implementar.

O Ministério da Saúde anunciou esta quarta-feira que escolheu o médico António Gandra d'Almeida para substituir Fernando Araújo como diretor executivo do SNS.

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