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Filho de portugueses sem nacionalidade

Burocracia não deixa família regressar a Portugal.

15 de abril de 2016 às 14:28

Marta Silvestre, de 33 anos, e Bruno Lopes, de 34, são portugueses e emigraram para Auckland, na Nova Zelândia, em busca de melhores condições de trabalho. Ela é professora universitária e investigadora em obesidade, enquanto ele é diretor de arte numa agência de publicidade. A 4 de janeiro tiveram o primeiro filho, Sebastião Lopes.

Apesar de já terem passado três meses desde o nascimento, o bebé continua à espera de nacionalidade. Não tem quaisquer documentos. A demora burocrática do consulado português em Sidney tem impedido que o casal regresse a Portugal para apresentar o filho à família.

Incomodado com a situação, Bruno Lopes decidiu recorrer às redes sociais para expressar o desagrado. "Que absurdo é este do meu filho nascer na Nova Zelândia a 4 de janeiro mas ainda não ter passaporte para poder ir a Portugal conhecer a família", escreveu Bruno Lopes no Twitter.

Pouco depois, o consulado português em Sidney contactou-o, garantindo que o processo de Sebastião Lopes estava a ser resolvido. Até que tudo se resolva, a família não pode regressar a Portugal.

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