Maior progressão da carga fiscal em 2025 em termos relativos ocorreu no Reino Unido, com 2,45 pontos percentuais adicionais.
A fiscalidade sobre os salários em 2025 aumentou na maioria dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) pelo quarto ano consecutivo e atingiu o nível máximo desde 2018.
No relatório anual sobre a taxa fiscal dos salários, que é a soma da carga do imposto sobre o rendimento e das contribuições sociais em relação ao que as empresas pagam aos seus trabalhadores, a OCDE destaca que em 2025 aumentou para o conjunto dos membros em 0,15 pontos percentuais, para uma média de 35,1% dos custos laborais.
Esta percentagem, calculada para um empregado com um salário médio, solteiro e sem filhos, que é a referência, aumentou em 24 dos 38 países da OCDE, enquanto diminuiu em 11 e permaneceu inalterada em três.
A maior progressão da carga fiscal em 2025 em termos relativos ocorreu no Reino Unido, com 2,45 pontos percentuais adicionais, embora para um nível inferior à média (concretamente de 32,4%).
Houve também aumentos de mais de um ponto percentual na Estónia (1,95 pontos para 42,6%), na Alemanha (1,34 pontos para 49,3%) e em Israel (1,09 para 26,1%).
No extremo oposto, a carga sobre os salários diminuiu principalmente em Itália (1,21 pontos percentuais para 45,8%), Letónia (1,44 pontos para 40,1%) e Austrália (1,67 pontos para 27,9%).
A lista dos países com a carga fiscal mais alta na OCDE manteve-se quase inalterada no ano passado.
A Bélgica continuou a liderar, com 52,5% de encargos sobre o salário, seguida pela Alemanha, com 49,3%, França, com 47,2%, Áustria, com 47,1%, e Itália, com 45,8%.
Como sempre, os Estados Unidos ficaram bem abaixo da média, com uma carga fiscal de 30%, e, entre os quatro que fechavam a lista, figuravam, além da Nova Zelândia (com 20,8%), três dos quatro membros latino-americanos da organização: México com 21,7%, Chile com 7,5% e Colômbia com 0%.
A Colômbia é um caso particular porque um trabalhador solteiro sem filhos com um salário médio está isento de impostos sobre o rendimento e as suas contribuições para a saúde e a reforma não são considerados fiscalmente, mas em termos de contabilidade oficial são "pagamentos obrigatórios não fiscais".
No que diz respeito ao custo total da mão-de-obra, incluindo a remuneração que recebe o trabalhador e as cargas salariais, o maior era o da Alemanha, onde as empresas tinham que pagar em média 113.595 dólares em paridade de poder de compra.
Em seguida vinham a Suíça (113.350), Bélgica (111.350), Áustria (110.216), Luxemburgo (105.925) e Países Baixos (104.614).
Fechavam a tabela como os países com os custos de mão-de-obra mais baratos os quatro membros latino-americanos da organização: Costa Rica (41.725), Chile (30.615), México (23.537) e Colômbia (20.534).
A OCDE indica que o aumento da carga fiscal tende a pesar nos incentivos ao trabalho e à contratação, ao reduzir o salário líquido e aumentar os custos laborais para os empregadores.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.