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Correio da Manhã

Sociedade
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Floristas esperam enchente no feriado a bem do negócio

Durante o fim de semana a afluência aos cemitérios ficou abaixo do esperado pelas floristas.
Francisca Genésio, João Saramago, M.F., A.P. e A.S.M. 31 de Outubro de 2016 às 08:25
Durante o fim de semana a afluência aos cemitérios ficou abaixo do esperado pelas floristas.
A reposição do feriado de Todos-os-Santos – suspenso desde 2013 – é encarada com expectativa pelas floristas, que esperam por amanhã para terem um bom dia de negócio. Nos cemitérios de norte a sul do País são esperados milhares de fiéis, que ornamentam as campas de familiares e amigos com flores e velas.

Este fim de semana já se verificou algum movimento, mas dizem que o negócio vai fraco. Em Coimbra, Maria Luísa Casaleiro vende flores junto do cemitério da Conchada: "Esperava mais pessoas."

A vendedora acredita que amanhã seja melhor, pois volta a ser feriado. As temperaturas quentes são outro argumento para as vendas fracas. "O calor afasta as pessoas. Têm medo que as flores murchem. É natural que muitas acabem por comprar só na terça-feira [amanhã], para no dia seguinte [Dia de Finados] as flores estarem fresquinhas nas campas", explicou.

Com um ramo de flores brancas nas mãos, Gabriela Coelho esteve ontem no cemitério de Portimão. "Venho visitar os meus entes queridos e trago flores para os recordar - embora realmente nunca os esqueça. O Dia de Finados é deles. Para mim, significa a memória dos que amamos, mesmo depois de mortos", disse ao CM.

Às portas do cemitério Agra Monte, no Porto, o cenário repete-se. Nos vários expositores de flores, as pessoas tentam conciliar os ramos que mais gostam com os que são mais acessíveis em termos económicos.

Há 21 anos que Maria Elisa Dias vende flores naquele local, mas o negócio já teve melhores dias. "No início conseguia vender um ramo por 20 euros, mas isso era dantes. Como a situação está cada vez mais complicada, agora fui obrigada a baixar o preço e hoje vendo por 10. Não se está a vender muito, espero que terça-feira o negócio melhore um bocadinho", referiu.

Uma posição também partilhada por Deolinda Moura, florista junto do cemitério dos Olivais, em Lisboa.
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