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Correio da Manhã

Sociedade
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FMI apela a erradicação do vírus sem isolar países atingidos

O fundamental, agora, segundo Lagarde, é "como deter" o avanço do Ébola para que não se estenda ao resto de África.
11 de Outubro de 2014 às 20:58
A diretora do Fundo Monetário Internacional Christine Lagarde
A diretora do Fundo Monetário Internacional Christine Lagarde FOTO: Joshua Roberts / Reuters

A diretora do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, apelou este sábado à comunidade internacional para que erradique o vírus do Ébola sem isolar os países mais afetados pela doença.

"Estaremos aqui" caso sejam necessários mais recursos para travar o surto em alguns países da África Ocidental, garantiu Lagarde, na conferência de imprensa da assembleia anual do FMI, realizada em Washington. A instituição já desembolsou, no início do mês, 130 milhões de dólares para assistência financeira de emergência para os países mais afetados pela doença (Guiné-Conacri, Serra Leoa e Libéria), que se juntaram aos 400 milhões de dólares prometidos pelo Banco Mundial.

É necessário "isolar o Ébola, não os países", sublinhou a presidente do FMI, que na sexta-feira se reuniu com o Presidente da Guiné-Conacri, Alpha Condé, para debater a forma como aquele país está a combater o vírus.

Um estudo do Banco Mundial, publicado esta semana, apontava pesados efeitos económicos caso a epidemia se expanda a outros países da África Ocidental, e que poderiam ascender a 32 mil milhões de dólares em 2015.

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