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Correio da Manhã

Sociedade

Freeport: Versões contraditórias sobre aprovação do projecto

O advogado Alexandre Oliveira disse esta terça-feira, no Tribunal do Barreiro, - onde decorre o julgamento de Charles Smith e Manuel Pedro por tentativa de extorsão na aprovação do projecto do Freeport, em Alcochete, - que os advogados não pediram qualquer verba para acautelar a aprovação do outlet.
3 de Julho de 2012 às 12:00
Charles Smith é um dos arguidos no processo Freeport
Charles Smith é um dos arguidos no processo Freeport FOTO: Sérgio Lemos

Já João Cabral, que trabalhava para a empresa de Smith e Pedro garante o contrário. O ex-funcionário afirma que quando saíram de uma reunião no dia 4 de Dezembro de 2001 vinham “espantados” com o pedido de dois milhões “de euros ou libras” dos advogados. 

O colectivo de juízes quis fazer uma acareação entre as duas testemunhas por haver versões contraditórias entre ambos. Até agora, não se sabe se foi ou não dos advogados que partiu a iniciativa de pedir dinheiro para evitar o chumbo do projecto. 

José Gandarez, advogado e testemunha no processo Freeport, desmente João Cabral. A testemunha alega que era muito novo para liderar qualquer reunião e que se tivessem falado sobre valores, se teria lembrado da reunião do dia 4 de Dezembro. João Cabral mantém a sua versão e diz que a ideia que tinha era a de que Gandarez estaria "mais à vontade com o assunto".

O colectivo de juízes que julga Manuel Pedro e Charles Smith continua a fazer acareação de testemunhas, para apurar quem mente, uma vez que há versões contraditórias.

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