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Correio da Manhã

Sociedade

Funchal avança com plano de combate à dengue

A Câmara do Funchal apresentou nesta sexta-feira o plano municipal de combate à dengue, envolvendo juntas, hoteleiros, comerciantes, condomínios, escolas, entre outras entidades, na promoção de medidas de prevenção e bons hábitos para "debelar a propagação do mosquito".
30 de Novembro de 2012 às 13:35
A dengue na Madeira "é uma questão nova que tem de ser enfrentada, e adoptando um conjunto de procedimentos"
A dengue na Madeira 'é uma questão nova que tem de ser enfrentada, e adoptando um conjunto de procedimentos' FOTO: d.r.

Em conferência de imprensa, o presidente da Câmara, Miguel Albuquerque, explicou que o dispositivo de prevenção do mosquito 'Aedes aegypti' vai arrancar sábado e deverá estar em vigor durante dois anos, apostando em "acções efectivas, medidas realistas que resultaram noutras cidades e regiões".

O autarca minimizou o impacto da doença no turismo, considerando que "é preciso não dramatizar esta questão", até porque a dengue existe em cidades como o Rio de Janeiro (Brasil) e Cidade da Praia (Cabo Verde) "e as pessoas não deixam de ir lá passar férias".

A dengue na Madeira "é uma questão nova que tem de ser enfrentada, e adoptando um conjunto de procedimentos", explicou, acrescentando: "Não podemos é dizer que não existe. Temos de combatê-lo sem dramas".

O plano municipal, que poderá ser articulado com um dispositivo regional com os mesmos objectivos, prevê a existência de cinco equipas de sensibilização, duas de monitorização e investigação, 14 brigadas de combate bem como uma equipa de tratamento e análise de dados de diferentes departamentos do município.

O objectivo é a eliminação drástica e duradoura dos focos de mosquitos, visando interromper o ciclo de transmissão da doença, com o envolvimento da população residente, abrangendo toda a área urbana do Funchal.

A estratégia passa pela inventariação dos focos do mosquito, monitorização, o seu combate nas áreas públicas, acções de sensibilização junto da população e de informação no sector público.

Para inventariar os focos, estão previstas visitas domiciliárias que permitirão também recolher larvas no interior das habitações, áreas comuns e circundantes, pelo que a câmara apela aos proprietários de edifícios abandonados que "facilitem a entrada dos técnicos" para as acções de desinfestação.

Estas visitas serão mensais nos conjuntos habitacionais camarários e trimestrais nas restantes áreas urbanas.

 


O plano inclui também, entre outros aspectos, a lavagem semanal de sarjetas e lagoas, a inspecção de córregos e ribeiros e eventual aplicação de agentes de controlo vectorial, biológico e químicos, a criação de um certificado de boa conduta.

O mosquito vector de transmissão da dengue foi detectado na Madeira em 2005, tendo sido desenvolvidas várias iniciativas de combate à sua propagação e prevenção.

Os primeiros casos da doença surgiram em Outubro deste ano e, de acordo com os últimos dados da direcção-geral de Saúde, na passada semana, "foram notificados 1.891 casos de febre de dengue" na região, "dos quais 966 com confirmação laboratorial", embora se registe agora uma "desaceleração" do surto.

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