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Correio da Manhã

Sociedade
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Funcionários passam noite em protesto na Cervejaria Galiza no Porto

Trabalhadores prometem permanecer no local até que situação dos pagamentos em atraso fique resolvida.
Lusa 12 de Novembro de 2019 às 08:48
Trabalhadores em greve, contra o atraso do pagamento das remunerações, fecham a Cervejaria Galiza, Porto
Trabalhadores em greve, contra o atraso do pagamento das remunerações, fecham a Cervejaria Galiza, Porto
Trabalhadores em greve, contra o atraso do pagamento das remunerações, fecham a Cervejaria Galiza, Porto
Trabalhadores em greve, contra o atraso do pagamento das remunerações, fecham a Cervejaria Galiza, Porto
Trabalhadores em greve, contra o atraso do pagamento das remunerações, fecham a Cervejaria Galiza, Porto
Trabalhadores em greve, contra o atraso do pagamento das remunerações, fecham a Cervejaria Galiza, Porto
Os funcionários da Cervejaria Galiza, no Porto, passaram a noite nas instalações e prometem permanecer no local, dia e noite, até que a situação dos pagamentos em atraso fique resolvida e para evitar a retirada do estabelecimento.

Em declarações à Lusa, José Carlos Silva, um dos funcionários que passaram a noite em protesto na cervejaria, disse que os trabalhadores vão manter o estabelecimento aberto, no horário habitual, "até que os produtos acabem".

"Alguns colegas foram descansar e outros ficaram para trabalhar, revezando-se ao final do dia. Temos de assegurar os nossos direitos", disse, salientando que a PSP esteve no local, mas não os impediu de ficar uma vez que são "credores" da empresa.

A ação de protesto começou depois de um funcionário ter passado junto ao estabelecimento, que se encontra fechado à segunda-feira, e ter visto uma empresa transportadora a "retirar o material" e a "mudar a fechadura do restaurante".

"Estavam a tentar roubar ou desviar isto tudo. O colega viu pessoal aqui dentro a descarregar coisas, nomeadamente, fogões da cozinha e bebidas", referiu.

No passado sábado, "todos os 25 trabalhadores" da Cervejaria Galiza cumpriram um dia de greve em protesto contra os atrasos nos pagamentos das remunerações, segundo disse à Lusa o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares do Norte, Nuno Coelho.

O principal motivo da greve deveu-se ao facto de a empresa "não ter cumprido o acordo de pagar em julho o subsídio de Natal, decidido numa reunião no Ministério do Trabalho, nem, depois, em outubro, como posteriormente ficou combinado".

"Mas também pretendemos protestar porque os vencimentos mensais estão a ser pagos ultimamente em duas ou três parcelas mensais, além de que os salários estão congelados há uma década", afirmou.

Depois de "a gerência ter deixado ao abandono o restaurante", há quatro anos, a empresa entrou em dificuldades e as dívidas ao Fisco e à Segurança Social "chegaram aos dois milhões de euros", sublinhou o sindicalista.

A tentativa de resolver o problema passou pelo recurso a um Processo Especial de Revitalização (PER), aceite pelo Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia, e pela chegada de um gestor.

"O problema é que as suas decisões não ajudam em nada à viabilização da casa", sublinhou.

Fundada a 29 de julho de 1972, a cervejaria detida pela empresa Atividades Hoteleiras da Galiza Portuense é "uma das referências do Porto no setor da restauração", mas, ao ter alterado "para pior produtos e serviços", colocou "em causa a qualidade e diversidade do serviço, o que levou ao afastamento de clientes importantes da casa", figuras "de grande relevância nacional ligada à politica, artes e desporto", referiu o sindicato, num comunicado.

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