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Fundação Oceano Azul lidera iniciativa internacional que desafia Governos e Empresas a atuarem para a defesa do oceano

Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano realiza-se em Portugal de 2 a 6 de junho.
Correio da Manhã 7 de Fevereiro de 2020 às 23:23
Oceano
António Guterres
António Guterres
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António Guterres
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A Fundação Oceano Azul entregou ao Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, uma agenda de ações, "RISE UP- A BLUE CALL TO ACTION" para enfrentar a crise profunda que o oceano atravessa, a fim de ser discutida na próxima Conferência das Nações Unidas sobre o Oceano, que tem lugar em Portugal, de 2 a 6 de junho.

De acordo com um comunicado oficial da fundação, esta iniciativa de âmbito internacional vai dar voz, pela primeira vez, a organizações de conservação da natureza, como a WWF, a Conservation International, ou a Oceana, organizações filantrópicas dedicadas à conservação do oceano, como a Fundação Packard dos Estados Unidos, a Fundação Oak, da Suiça, ou a Fundação Sasakawa do Japão, "e ainda representantes de povos indígenas de comunidades piscatórias e organizações de trabalhadores da pesca, e desafia os governos e as empresas para se comprometerem com uma lista de ações efetivas que é preciso levar a cabo para recuperar o oceano".

Por causa disso, a Blue Call to Action está aberta a assinaturas por outras organizações que se identifiquem com a agenda de ações nela estabelecida, através do site riseupfortheocean.org

Entre as prioridades estabelecidas nesta agenda comum, é dado destaque "para a abolição de novas explorações de petróleo e gás natural offshore, uma moratória para a mineração do fundo marinho, a afetação do mar territorial à pesca artesanal, a transição para uma economia azul circular e descarbonizada, um tratado internacional sobre poluição costeira e a proteção de pelo menos 30% do oceano global até 2030", dá conta o comunicado. Também a recuperação da vida no oceano, assim como assegurar poder de decisão e apoiar as comunidades costeiras, são outras das prioridades identificadas no repto entregue.

Depois de receber, na sede das Nações Unidas, a Fundação Oceano Azul em representação da coligação "RISE UP- A BLUE CALL TO ACTION", o Secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, destacou a ousadia da iniciativa no Twitter, reforçando o esforço coletivo necessário para "proteger o oceano do aquecimento global, da sobrepesca e da poluição que ameaçam as nossas vidas e meios de subsistência".

Também Peter Thompson, enviado especial do Secretário Geral das Nações Unidas para o Oceano, referiu estar "muito entusiasmado com esta coligação de organizações de referência da sociedade civil". Thompson revelou ainda o facto de esperar "trabalhar com todos no caminho a percorrer até à Conferência em Lisboa, durante e no pós".

Para Tiago Pitta e Cunha, CEO da Fundação Oceano Azul, há muito tempo que se anda "a adiar a tomada de decisões cruciais na resolução da crise que o oceano enfrenta", tal como aconteceu com a crise climática. "São necessárias ações efetivas e este é o momento de exercer maior pressão para que se concretizem" referiu.

A criação de "RISE UP - A Blue Call to Action" foi uma iniciativa lançada pela Fundação Oceano Azul em maio de 2019, que conta com o apoio direto da Ocean Unite e a suiça OAK Foundation.

Da coligação fazem parte 26 instituições. A lista das mesmas pode ser consultadas em riseupfortheocean.org 

No ano em que se realizam reuniões estratégicas para o Oceano, incluindo a Conferência das Nações Unidas em Lisboa, o grupo constituinte de "RISE UP - A Blue Call to Action" vê 2020 como uma "grande oportunidade para a comunidade global se unir e elevar o nível de ambição para a proteção do oceano", finaliza o comunidado divulgado à comunicação social.
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