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Correio da Manhã

Sociedade
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Gado volta a poder ser enterrado

Medida surge com redução de risco de contágio.
João Saramago 6 de Junho de 2017 às 01:30
Diariamente poderão ser enterrados pelos agricultores 145 animais
Vacas
Diariamente poderão ser enterrados pelos agricultores 145 animais
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Diariamente poderão ser enterrados pelos agricultores 145 animais
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Os pequenos criadores de gado, em explorações que sejam classificadas de remotas, vão voltar a poder enterrar as carcaças dos animais. O despacho que o permite entra amanhã em vigor. Veterinários e agricultores contestam a medida, enquanto os ambientalistas da Quercus aplaudem, pois as carcaças podem alimentar abutres.

A medida visa reduzir o custo anual de 12 milhões de euros com o sistema SIRCA de recolha de animais mortos. Ocorre porque o risco de contágio da doença das vacas loucas foi reduzido para um nível baixo.

Fontes no setor indicam que a decisão levará ao enterro de 145 animais por dia, ou seja, 53 mil por ano. Para o bastonário da Ordem dos Veterinários, Jorge Cid, "é um passo atrás". "O agricultor terá de contratar uma máquina para abrir um buraco e face ao custo é tentado a enterrar o animal com meios próprios", referiu.

Posição partilhada pelo presidente da Cooperativa Agrícola de Arouca, Joaquim Reis: "A medida representa custos acrescidos." O secretário de Estado da Agricultura e Alimentação, Luís Medeiros Vieira, esclareceu que nas zonas remotas os produtores "estão isentos da taxa" para a recolha do gado.

Para João Branco, da Quercus, a decisão "é positiva pois as carcaças poderão ser canalizadas para os alimentadores de abutres".
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