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Correio da Manhã

Sociedade
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Gémeos nascem com 30 meses de diferença

Foram concebidos ao mesmo tempo, mas nasceram em anos diferentes. O ‘milagre' foi possível porque o pai congelou o esperma.

 

 

19 de Setembro de 2013 às 14:55
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Em Geddington, no Reino Unido, um jovem casal teve filhos gémeos, só que um nasceu em Maio de 2010 e o outro em Novembro de 2012. O pai das crianças, Richard Norman, foi diagnosticado com cancro em 2007 e decidiu congelar o esperma, o que tornou possível este ‘milagre’.

As crianças foram concebidas através da fertilização in vitro. Neste procedimento são gerados pré-embriões que depois são colocados na cavidade uterina. Charlie e Georgina são considerados gémeos, pois foram embriões gerados ao mesmo tempo e através do mesmo esperma, que o pai congelou quando soube que tinha cancro nos testículos. No entanto os primeiros pré-embriões foram colocados no útero materno em setembro de 2009, de onde nasceu Charlie, e os restantes foram implantados em janeiro de 2012, dando origem a Georgina.

Entrevistada pelo jornal britânico ‘Daily Mail’, a senhora Norman, a mãe dos bebés, com 33 anos de idade, comentou: "Eles são bebés idênticos, mas quando as pessoas olham para eles não acreditam que foram concebidos ao mesmo tempo.”

TUMOR LEVA A CONGELAR ESPERMA

Quando em 2007, Richard Norman, na altura com 26 anos, foi diagnosticado com um cancro nos testículos, viu a possibilidade de ser pai desaparecer. “No início pensei que fosse um tumor inofensivo, que ia desaparecer com antibióticos, mas algumas semanas depois de ter iniciado o tratamento não houve melhorias. A notícia caiu como uma bomba. Nunca esperamos uma situação destas. Foi muito difícil aceitar que eu tinha cancro”, disse Richard Norman ao ‘Daily Mail’.

Os médicos explicaram ao casal que a única solução para tentarem ter filhos no futuro seria congelar o esperma de Richard, e teria de ser feito rapidamente, pois com os tratamentos ele deixaria de ser fértil. “Se Richard não tivesse congelado o esperma, o Charlie e a Georgina de certeza não teriam nascido. Um ciclo de fertilização in vitro em cada bebé, com três anos de diferença, é um resultado espectacular”, referiu ao ‘Daily Mail’, Rahnuma Kazem, diretor e médico do CARE, centro de fertilidade britânico.

Após vários anos a fazer quimioterapia, Richard venceu o cancro em Abril de 2003. Poucos meses depois, ele e a mulher iniciaram o processo de fertilização in vitro. O tratamento foi bem-sucedido e Charlie nasceu, em maio de 2010. Em Novembro de 2012, após repetir mesmo procedimento, o casal aumentou a família. “Eles são muito próximos, tal comos os gémeos ‘normais’, e quando forem mais crescidos vamos contar-lhes como foram marcantes os seus nascimentos", revela a mãe, que acrescenta que os filhos "têm personalidades muito diferentes". "A Georgina é mais calma e está sempre bem-disposta, já o Charlie sabe bem o que quer”, refere.

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