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Correio da Manhã

Sociedade
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Gestão de escolas divide docentes

Fenprof defende alterações, diretores criticam sindicato.
Bernardo Esteves 8 de Março de 2017 às 08:45
A Fenprof é liderada por Mário Nogueira
A Fenprof é liderada por Mário Nogueira FOTO: Ricardo Pereira
A Federação Nacional de Professores (Fenprof) lançou uma campanha contra o atual modelo de gestão das escolas, centrado na figura do diretor, e vai apresentar ao Governo uma proposta de gestão mais democrática. "Maria de Lurdes Rodrigues assassinou em 2008 a gestão democrática e este modelo precisa de ser alterado", diz Mário Nogueira, secretário-geral da Fenprof.

A iniciativa abriu um conflito com os diretores. A Fenprof defende que a direção passe a ser eleita diretamente por todos os professores e funcionários e representantes de pais e alunos. Atualmente, é primeiro eleito o conselho geral, composto por 21 membros que representam professores, funcionários, pais, alunos e município. Cabe a este órgão eleger a direção.

Filinto Lima, presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos E Escolas (Andaep), nota que Mário Nogueira é eleito da mesma forma na Fenprof. "O modelo que não querem para nós é o que eles têm. Mário Nogueira foi eleito por congressistas que foram eleitos pelos seus pares. É assim a democracia representativa", diz ao CM, frisando que "antes de se mudar, tem de haver uma discussão e fazer-se um balanço destes 9 anos, em que os resultados até melhoraram".

Segundo um inquérito realizado pela Fenprof a 25 mil docentes, mais de 90% é a favor de um modelo colegial, com a direção a ser eleita por professores, funcionários e representantes de pais e alunos.
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