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Golfinhos visitam rio Tejo e são avistados em Belém

Imagens captadas por tripulantes de um veleiro mostram grupo de uma dezena de elementos da espécie golfinho-comum. “São boas notícias. O aumento da biodiversidade permite que haja alimentação no Tejo para o topo da cadeia”, afirma biólogo marinho Élio Vicente.

20 de abril de 2026 às 16:32
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Golfinhos avistados no rio Tejo. Veja o vídeo

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Um grupo de golfinhos foi avistado este sábado no estuário do Tejo em frente a Belém, em Lisboa. As imagens foram captadas a bordo de um veleiro que passava na zona.

“Eram cerca de 10 e também havia crias. Eles estavam a alimentar-se, até porque as gaivotas voavam por cima a tentar apanhar alguma coisa”, contou ao CM Matilde Ferreira, que captou as imagens. “Foi já quase no pôr-de-sol e foi um momento lindo de que não estávamos nada à espera, até porque aconteceu muito perto da margem. Quem estava em Belém, deve ter conseguido ver, com os saltos que eles davam”.

Segundo o biólogo marinho Élio Vicente, a espécie avistada trata-se do golfinho-comum. “Como o nome indica é a mais abundante na nossa costa e na maior parte dos locais. Nos anos 1990 isto não acontecia, mas com as medidas ambientais no estuário do Tejo tornou-se normal nos últimos 25 anos, devido à menor contaminação das águas, maior abundância de presas e melhor regulação do tráfego. São boas notícias”, afirma o especialista, notando que “o aumento da biodiversidade no estuário do Tejo permite que haja alimentação para golfinhos que estão no topo da cadeia alimentar”.

Ao contrário dos golfinhos do estuário do Sado, que são residentes e da espécie roaz-corvineiro, estes estão de passagem. “São transientes e entram nos estuários porque são zonas de abundância, tranquilas e onde se sentem seguros em épocas de reprodução, até porque já se habituaram ao tráfego marítimo". Segundo o especialista, estes animais "são oportunistas e alimentam-se principalmente de lulas e pequenos peixes, porque de uma forma geral não mastigam e engolem de uma vez porque os dentes só servem para rasgar”.

Com o regresso dos golfinhos a Lisboa, já existem empresas que vendem serviços de viagens de barco para observação destes cetáceos.

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