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Correio da Manhã

Sociedade
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Segundas doses da AstraZeneca serão dadas com consentimento, diz Gouveia e Melo

"70% da população com a primeira dose em fins de julho e início de agosto", reforçou Almirante.
Beatriz Madaleno de Assunção(beatrizassuncao@cmjornal.pt) 12 de Maio de 2021 às 10:51
Coordenador da 'Task Force' falou na reunião do Infarmed, esta terça-feira
Coordenador da 'Task Force' falou na reunião do Infarmed, esta terça-feira FOTO: Direitos Reservados

Esta quarta-feira, está a decorrer a audição do Coordenador da Task-Force da Vacinação contra a Covid-19. "Há uma antecipação. 70% da população com a primeira dose [da vacina] em fins de julho e início de agosto", começou por dizer o Almirante Gouveia e Melo, reforçando que "aumentando o ritmo de trabalho, aumentamos o ritmo de vacinação".

Relativamente ao facto dos migrantes poderem ser vacinados, Gouveia e Melo garantiu que a "pandemia não escolhe idades nem raças" e que, desde que identificados, "serão vacinados como todos em território nacional".

Sobre as restrições da DGS relativamente à segunda toma da Astrazeneca, o Almirante reforçou que "as segundas doses têm de ser dadas com consentimento de cerca de meio milhão de pessoas. Se desistir, não é colocada no fim da vacinação, fica a aguardar".

O coordenador da 'task-force' para o plano de vacinação contra a Covid-19 defendeu ainda que a vacinação fora do limite de idade determinada para algumas vacinas, admitida em normas, não deve ser promovida pelas autoridades.
Relativamente à vacinação dos professores, Gouveia e Melo garante que continuam a ser prioritários na vacinação. "Fizemos o processo de vacinação em dois grandes fins de semana e depois recebemos uma lista atualizada. Vamos colocando essas pessoas e escolas como prioritárias", reforçou.

"Perigoso é não estar vacinado. O risco é mais reduzido que remédios que a população geral toma, como a aspirina ou alguns métodos contracetivos", explicou o Almirante, que garante ser essencial a toma da vacina.

"Confirmando-se a imunidade de grupo e a população estando protegida acima dos 18 anos, o vírus morre na comunidade. Nós, os mais velhos, temos de proteger os mais novos e vacinar", rematou Gouveia e Melo.
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