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Correio da Manhã

Sociedade
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Governo acompanha impacto da falência da Thomas Cook que afeta 500 pessoas no Algarve

Operador britânico anunciou esta segunda-feira a falência.
Lusa 23 de Setembro de 2019 às 12:48
Avião da Thomas Cook
Voo TCX1267, da companhia Thomas Cook, aterrou de emergência no Porto
Operador turístico britânico Thomas Cook
Avião da Thomas Cook
Voo TCX1267, da companhia Thomas Cook, aterrou de emergência no Porto
Operador turístico britânico Thomas Cook
Avião da Thomas Cook
Voo TCX1267, da companhia Thomas Cook, aterrou de emergência no Porto
Operador turístico britânico Thomas Cook

A secretaria de Estado do Turismo disse esta segunda-feira que há 500 pessoas afetadas no Algarve pela falência da Thomas Cook, citando dados da embaixada britânica, e adiantou que está a acompanhar a situação "com a máxima atenção".

O Governo informou, através de um comunicado, que está acompanhar os efeitos da falência do operador turístico Thomas Cook nos turistas e nas empresas nacionais, com particular atenção às regiões do Algarve e da Madeira.

Em relação aos turistas portugueses que tenham adquirido pacotes de férias da Thomas Cook, a secretaria de Estado do Turismo refere que "foram já acionados os mecanismos de informação e apoio ao consumidor".

"O mercado do Reino Unido tem estado a exibir um comportamento muito positivo, com um crescimento de +5,8% de hóspedes até julho, em particular no Algarve (+7,3% de hóspedes até julho)", sublinha o Governo.

O operador britânico Thomas Cook anunciou hoje a falência depois de não conseguir encontrar, durante o fim de semana, fundos necessários para garantir a sua sobrevivência, entrando em "liquidação imediata".

As autoridades terão agora que organizar um repatriamento maciço de cerca de 600.000 turistas em todo o mundo, incluindo 150.000 para a Grã-Bretanha.

A situação financeira da empresa afetou clientes que gozam pacotes de férias organizados pela operadora de viagens e que não conseguiram sair dos hotéis e 'resorts' sem antes pagar a estada, apesar de já terem feito o pagamento à Thomas Cook.

A empresa, com 178 anos de atividade, tinha previsto assinar esta semana um pacote de resgate com o seu maior acionista, o grupo chinês Fosun, estimado em 900 milhões de libras (1.023 milhões de euros), mas tal foi adiado pela exigência dos bancos de que o grupo tivesse novas reservas para o inverno.

As dificuldades financeiras da empresa acumularam-se no ano passado, mas em agosto foram anunciadas negociações com o grupo chinês Fosun, que detém múltiplos ativos a nível mundial, nos setores de saúde, bem-estar, turismo (como o Clube Med), financeiro e até futebol (o clube inglês Wolverhampton Wanderers, treinado pelo português Nuno Espírito Santo).

Em Portugal é dona da seguradora Fidelidade, tem 5% da REN -- Redes Energéticas Nacionais, é a maior acionista do banco BCP (com 27,25%) e é a dona da Luz Saúde.

Thomas Cook Algarve Turismo Governo Fosun
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