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Governo afirma que filas no controlo de fronteiras dos aeroportos são um "problema europeu"

Secretário de Estado das Infraestruturas falou aos jornalistas à margem da inauguração do voo direto da Delta Air Lines entre o Porto e Nova Iorque-JFK.

22 de maio de 2026 às 14:40

O secretário de Estado das Infraestruturas afirmou esta sexta-feira que os constrangimentos no controlo de fronteiras estão a afetar aeroportos em toda a Europa e não apenas em Portugal, garantindo que o Governo está "a atuar" para os resolver.

Em declarações aos jornalistas à margem da inauguração do voo direto da Delta Air Lines entre o Porto e Nova Iorque-JFK, Hugo Espírito Santo apontou os "relatos de problemas em Amesterdão, em Milão, em Munique, nos aeroportos de Tenerife", sustentando que "não é uma questão portuguesa".

"Vamos reconhecer, isto não é um problema português, é um problema europeu neste momento", enfatizou.

Afirmando que o executivo não está "contente com a situação atual", o governante garantiu que está "a atuar em várias dimensões", designadamente aumentando a capacidade nos aeroportos de Lisboa, de Faro e do Porto e reforçando os meios tecnológicos e humanos.

Quanto ao facto de a Comissão Europeia (CE) ter negado, na quinta-feira, que as filas nos aeroportos portugueses se devam ao novo Sistema de Entrada/Saída (EES) das fronteiras da União Europeia, cujo processamento diz demorar, em média, pouco mais de um minuto, o secretário de Estado disse entender o "orgulho grande" da CE e reconhecer "a necessidade do novo sistema [...] para proteger mais as fronteiras", mas rejeitou "passar responsabilidades" ou debater "de quem é a culpa" dos atuais constrangimentos.

"Estamos a fazer um esforço muito grande para responder a este desafio, que é um desafio que obviamente não nos orgulha - já falei disso, já o sr. ministro [das Infraestruturas] também falou disto, mas agora que fique claro, não é uma questão portuguesa", reiterou.

Para Hugo Espírito Santo, não está em causa um problema de falta de investimento por parte da ANA -- Aeroportos de Portugal, gestora da infraestrutura aeroportuária nacional, já que o controlo de fronteira "é uma função soberana do Governo, e portanto é o Governo que a assegura".

Contudo, admitiu: "É óbvio que não temos tido crescimento dos nossos aeroportos e, sem crescimento dos nossos aeroportos, não conseguimos ter espaço suficiente para acomodar. Mas estamos a trabalhar em conjunto, a ANA está neste momento a conduzir as obras nos vários aeroportos, precisamente a tempo e horas, para conseguirmos ter uma resposta".

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