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Governo dá luz verde para regresso à normalidade. Conheça todas as medidas

Teste à Covid-19 deixa de ser necessário para entrar em bares e discotecas. Certificado digital exigido apenas no controlo de fronteiras.
Edgar Nascimento 18 de Fevereiro de 2022 às 01:30
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Governo dá luz verde para regresso à normalidade. Conheça todas as medidas
Quase todas as restrições por causa da Covid-19 vão deixar de existir nos próximos dias. O ‘dia da libertação’, com o levantamento de todas as restrições, só deverá acontecer no final de março, segundo o Governo.

O Conselho de Ministros decidiu esta quinta-feira aliviar a maior parte das restrições, incluindo a necessidade de apresentar teste negativo para entrar em bares, discotecas, recintos desportivos e grandes eventos, a obrigatoriedade de certificado digital nos restaurantes e hotelaria e o limite de clientes no interior das lojas. O certificado digital passa a ser exigido apenas no controlo de fronteiras e os testes negativos (ou certificado de recuperação ou de vacinação completa com dose de reforço) são necessários para visitas em lares de idosos e pacientes internados em unidades de saúde. O uso da máscara em espaços públicos interiores mantém-se e os contactos de alto risco deixam de ficar em confinamento.




As medidas de alívio das restrições, decididas em Conselho de Ministros, seguiram ainda esta quinta-feira para o Presidente da República, que as deverá promulgar de modo a que entrem em vigor nos próximos dias. Quanto ao levantamento de todas as restrições, a ministra de Estado e da Presidência, Mariana Vieira da Silva, disse que o Governo deverá fazê-lo quando o País atingir a meta definida pelos peritos, de 20 mortes a 14 dias por milhão de habitantes, o que deverá acontecer em cinco semanas (final de março). Atualmente, frisou Mariana Vieira da Silva, o número de mortes por Covid-19 "ainda é muito elevado" em Portugal. Na quarta-feira registaram-se 42 óbitos por Covid-19.

Sobre o fim do confinamento para contactos de risco, a governante explicou que "a partir da entrada em vigor desta resolução (do aligeirar de restrições) os confinamentos são apenas para as pessoas que testem positivo, tendo ou não sintomas". Sobre o fim do isolamento dos infetados assintomáticos, Mariana Vieira da Silva remeteu para uma norma a aprovar pela Direção-Geral da Saúde.

PORMENORES
Retoma mais intensa
João Vieira Lopes (Confederação do Comércio e Serviços de Portugal) considera positivo para a economia o alívio de restrições e crê que a retoma será mais intensa a partir de agora.

Promoção no estrangeiro
A Associação Portuguesa de Bares e Discotecas pede uma campanha massiva de promoção de Portugal no estrangeiro para o regresso do turismo e um apoio musculado às empresas.

Aumentar a confiança
O levantamento de restrições "é uma ótima notícia, mas é preciso aumentar confiança dos consumidores e agentes económicos", frisou esta quinta-feira a Associação da Hotelaria, Restauração e Similares de Portugal.

Boletins da DGS vão ser alterados
Os boletins epidemiológicos, que atualmente são diários, vão ser alterados e vão passar a ter dados como as infeções nos mais velhos ou doenças sintomáticas, afirmou Mariana Vieira da Silva.

País passa a estar em situação de alerta
Portugal vai deixar de estar em situação de calamidade e vai passar para situação de alerta, decidiu o Conselho de Ministros. A medida aplica-se ao território continental até às 23h59 de 7 de março.

Teletrabalho deixa de ser recomendado
O teletrabalho deixa de ser recomendado, passando a vigorar a "normalidade" no que diz respeito ao trabalho, disse Mariana Vieira da Silva. O teletrabalho, que já foi obrigatório, passou a ser recomendado a partir de 14 de janeiro.

Ministério lança site para alunos e pais
O Ministério da Educação (ME) lançou esta quinta-feira na internet a plataforma ‘EstudoEmCasa Apoia’, no âmbito do plano de recuperação das aprendizagens perdidas durante a pandemia. O site é de livre acesso e disponibiliza conteúdos para estudo autónomo, aproveitando a experiência adquirida com o projeto #EstudoEmCasa. "O ME vai fazer algo que não costuma, que é dirigir um recurso diretamente a alunos e famílias", afirmou João Costa, secretário de Estado Adjunto e da Educação.

Recomendada a 4ª dose para 100 mil imunodeprimidos
A Direção-Geral da Saúde recomenda a administração de uma dose de reforço às pessoas com imunossupressão grave, que realizaram vacinação com uma dose adicional como parte do esquema vacinal primário. Estão neste grupo 100 mil pessoas, entre as quais as que realizaram transplantes de órgãos sólidos, pessoas com infeção VIH, doentes oncológicos e pessoas com algumas doenças autoimunes.

80% da população elegível recebeu reforço da vacina
O coordenador do plano de vacinação, coronel Carlos Penha Gonçalves, afirmou esta quinta-feira em Coimbrões, Vila Nova de Gaia, que "80% das pessoas elegíveis" para a 3ª dose da vacina estão vacinadas e apelou às faixas mais jovens para que se juntem ao processo. O responsável admitiu que a vacinação em crianças está aquém das expectativas e pediu aos pais que não iniciaram o processo que façam o autoagendamento para sábado.
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