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Correio da Manhã

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Governo não comenta isolamento de Primeiro Ministro e diz que vacinas são eficazes, mas não a 100%

"Sabemos desde a primeira hora que não são 100% eficazes e não me cabe a mim obviamente fazer um comentário de uma decisão em concreto de uma autoridade de saúde", revelou Mariana Vieira da Silva.
Lusa 1 de Julho de 2021 às 18:18
A ministra de Estado e da Presidência escusou-se esta quinta-feira a comentar a decisão da autoridade de saúde sobre o isolamento profilático do primeiro-ministro, reiterando que as vacinas são eficazes mas que todos sabem que não a 100%.

No final do Conselho de Ministros desta quinta-feira, Mariana Vieira da Silva foi questionada pelos jornalistas sobre as declarações de quarta-feira do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, que defendeu que as autoridades sanitárias devem explicar publicamente o motivo para ser imposto isolamento ao primeiro-ministro, apesar de vacinado e com certificado digital Covid-19, por ter tido contacto com um infetado.

"As vacinas são eficazes. Todos sabemos desde a primeira hora que não são 100% eficazes e não me cabe a mim obviamente fazer um comentário de uma decisão em concreto de uma autoridade de saúde", respondeu.

A ministra de Estado e da Presidência escusou-se a comentar "qualquer decisão de uma autoridade de saúde em função de nenhum caso concreto".

"Aquilo que quero chamar à atenção é que os dados que aqui apresentei mostram claramente a forma e a eficácia das vacinas na incidência e é isso que nós procuramos explicar e mostrar", referiu.

Na perspetiva de Mariana Vieira da Silva, esta questão ainda é mais visível quando se olha "para as pessoas em situação de internamento ou para os óbitos, em que as duas doses da vacina - e passaram a ser duas com esta variante delta - mostravam que tinha essa eficácia".

Segundo o chefe de Estado, é preciso explicar aos portugueses "porque é que uma pessoa, apesar de vacinada há mais de um mês com um certificado que lhe permite andar pela Europa e pelo mundo, sair do território português, no entanto está sujeita à mesma obrigação de quarentena ou de isolamento profilático durante dez dias que uma pessoa não vacinada ou só com uma dose de vacina".

"Isto tem de ser explicado, para que não haja a ideia errada de que a vacina não serve para nada. Nós temos de vacinar e vacinar mais, há uma campanha de vacinação importante em curso e por isso é bom que os portugueses não fiquem com dúvidas", declarou, na quarta-feira, Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.

"Tem de se explicar bem, para que não apareça como uma desvalorização da vacina", reforçou.

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que essa explicação "cabe às autoridades sanitárias" e deve ser feita publicamente.

"Se for um português vacinado há mais de um mês com a vacinação completa, aí tem de se explicar ao próprio e à família porquê. Aqui, como é um primeiro-ministro, penso que é importante explicar aos portugueses porquê", apontou.

O primeiro-ministro, António Costa, encontra-se desde quarta-feira a cumprir um período de confinamento profilático determinado pelas autoridades de saúde após ter estado em contacto com um membro do gabinete que testou positivo à Covid-19.

Numa nota esta quinta-feira divulgada pelo gabinete do líder do executivo, refere-se que o "primeiro-ministro testou negativo, está sem quaisquer sintomas e mantêm-se em isolamento".

"O primeiro-ministro mantém toda a atividade executiva à distância", salienta-se.

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