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Correio da Manhã

Sociedade

Greve antecipada para 7 de junho

Negociações entre sindicatos e Governo fracassam. Pré-avisos de greve entregues hoje
24 de Maio de 2013 às 01:00


A Federação Nacional de Professores (Fenprof) e a Federação Nacional de Educação (FNE) saíram ontem do Ministério da Educação e Ciência sem garantias de que a mobilidade especial não se aplicará aos docentes: por isso, apresentam hoje pré-avisos de greve. As estruturas sindicais decidiram até antecipar a greve às avaliações, que começa afinal dia 7 de junho e prossegue de 11 a 14. Há diretores a marcar para dia 7 as reuniões de avaliação, daí a antecipação, justificam. A Fenprof diz mesmo que há escolas a marcar reuniões para 4 e 5 de junho e ameaça recorrer aos tribunais.

Já a FNE ameaça pedir a inconstitucionalidade do sistema de requalificação (novo nome da mobilidade especial). O secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, insistiu que o MEC está a tomar medidas para impedir que os docentes caiam na requalificação.

O Governo promete "acelerar" as aposentações de seis mil professores e considerar como componente letiva o apoio aos alunos e a coadjuvação em aula. Casanova garante que se algum docente for para requalificação será só em janeiro. E diz que os exames dos alunos serão garantidos. Governo e sindicatos voltam a reunir-se dia 6 de junho. Refira-se que a Pró-Ordem é o único sindicato que não decidiu se adere às greves.

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