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Correio da Manhã

Sociedade
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Greve da CP afetou 607 comboios programados até às 16h00 de hoje

Ainda assim, de acordo com os mesmos dados, foram realizados mais 24 comboios do que os previstos nos serviços mínimos.
Lusa 7 de Junho de 2021 às 23:11
Comboio da CP
Comboio da CP FOTO: Bruno Colaço
A CP realizou 203 dos 810 comboios que tinha programados até às 16h00 desta segunda-feira, devido ao impacto da greve dos revisores e trabalhadores de bilheteiras, revelou fonte oficial da transportadora à Lusa.

Ainda assim, de acordo com os mesmos dados, foram realizados mais 24 comboios do que os previstos nos serviços mínimos.

O maior impacto da paralisação foi em Lisboa, onde dos 384 comboios programados se realizaram 96, e no Porto, com 40 composições a circular, de 163 previstas. 

No caso do regional foram realizados 59 comboios de 228 e circularam oito composições de longo curso, de um total de 35 previstas.

Os trabalhadores da CP iniciaram este domingo uma greve nacional de três dias em protesto contra a proposta de regulamento de carreiras apresentada pela CP, que dizem prever "um aumento da polivalência de funções" e a "junção e extinção de categorias profissionais", considerando que tal "vai pôr em causa postos de trabalho presentes e futuros".

Reclamam ainda a "melhoria do salário base, que atualmente está no limiar do salário mínimo nacional", e a "reposição das perdas salariais sofridas pelos ferroviários operacionais que foram contagiados pela pandemia provocada pela covid-19, bem como pelos que tiveram de cumprir confinamento profilático por estarem em contacto com colegas infetados".

A CP alertou que domingo, segunda e terça-feira - os três dias da greve convocada pelo SFRCI (Sindicato Ferroviário da Revisão Comercial Itinerante), em protesto contra a proposta de regulamento de carreiras e reclamando aumentos salariais e o cumprimento do acordo de empresa - "podem ocorrer fortes perturbações na circulação de comboios a nível nacional".

O SFRCI acusa a CP de "violação do acordo de empresa em vigor" e exige a "aplicação do acordo assinado com o Ministério das Infraestruturas em 2018, relativo à certificação do agente de acompanhamento".

A "manutenção dos níveis segurança ferroviária" é outra das reivindicações feitas, com o sindicato a considerar que estes "estão a ser colocados em causa pela CP e pelas alterações impostas pelo IMT [Instituto da Mobilidade e dos Transportes] aos regulamentos gerais de segurança, cujo objetivo é servir as empresas privadas que reduzem postos de trabalho e custos com segurança ferroviária".

Finalmente, a greve visa condenar o "abuso do poder disciplinar" que os trabalhadores dizem vigorar na CP.

De acordo com o dirigente do SFRCI António Lemos, são abrangidos pelo pré-aviso de greve "800 a 1.000 trabalhadores" das carreiras comercial e de transportes da CP.

A CP já anunciou que quem já tiver bilhetes para viajar em comboios dos serviços Alfa Pendular, Intercidades, Internacional, InterRegional e Regional, poderá solicitar o reembolso do valor total do bilhete adquirido ou a sua revalidação, sem custos.

Lusa CP SFRCI economia negócios e finanças transportes transporte ferroviário trabalho sindicatos greve
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