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Greve de operadores de comunicações da Proteção Civil com balanço positivo

Operadores estão em greve entre esta segunda-feira e sexta-feira, para exigir a criação de uma carreira própria.

29 de junho de 2026 às 14:03

O presidente do sindicato que convocou uma greve de cinco dias dos operadores de telecomunicações de emergência da Proteção Civil fez esta segunda-feira um balanço positivo do primeiro dia de paralisação, considerando que os objetivos foram atingidos.

"[O balanço] é positivo. Conseguimos alcançar os objetivos: dar visibilidade aos trabalhadores e forçar o Governo a criar abertura no diálogo", disse à Lusa o presidente do Sindicato Independente dos Trabalhadores da Floresta, Ambiente e Proteção Civil (SinFAP), Alexandre Carvalho.

Os operadores de telecomunicações de emergência da Proteção Civil estão em greve entre esta segunda-feira e sexta-feira, para exigir a criação de uma carreira própria, numa paralisação com serviços mínimos que não compromete o socorro à população.

Embora desde o anúncio da greve, em maio, o secretário de Estado da Proteção Civil, Rui Rocha, se tenha reunido com o sindicato e mostrado disponibilidade para iniciar a negociação da carreira reivindicada, o SinFAP entendeu manter a paralisação "para dar visibilidade" àqueles trabalhadores - "a espinha dorsal" do sistema de socorro da Proteção Civil.

Esta segunda-feira, o Governo voltou a contactar o sindicato para que este envie uma proposta, o que acontecerá até ao final do dia, disse Alexandre Carvalho.

Apesar disso, o dirigente sindical rejeitou qualquer suspensão da greve, que, na prática, se iniciou às 20:00 de domingo, devido ao trabalho por turnos.

Segundo o presidente do SinFAP, os serviços mínimos estão a ser garantidos e, por isso, o socorro não está a ser afetado, ficando apenas por realizar tarefas administrativas ou de partilha de informação com a comunicação social.

Além da criação de uma carreira própria, os operadores de emergência de telecomunicações da Proteção Civil estão também preocupados com a forma como poderão ser afetados pela eventual reorganização da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC).

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